1 Fev, 2021

Vacinação. Governo demorou seis meses a pedir lista de “suplentes” prioritários

O Sindicato Independente dos Médicos lamenta que só agora o Ministério da Saúde tenha mandado realizar a lista, para evitar a má utilização das vacinas.

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) lamentou que “só hoje” [ontem, dia 31 de janeiro] o Ministério da Saúde tenha mandado realizar uma lista de “suplentes” prioritários para vacinação contra a covid-19 para evitar a má utilização das vacinas.

O Ministério da Saúde considerou “inaceitável” qualquer utilização indevida das vacinas, alertando que este ato pode ser “criminalmente punível”, e pediu à ‘Task-Force’ que prepare uma lista de outras pessoas prioritárias a quem poderão ser administradas caso a pessoa inicialmente definida não a possa tomar, uma situação que deve ser devidamente reportada.

A nossa surpresa é só agora, mais de seis meses depois de se saber que se iria realizar um plano de vacinação, que o Ministério da Saúde tenha obrigado a que uma coisa básica seja posta no terreno”, disse à agência Lusa o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha.

Para o dirigente sindical, esta situação é “muito simples” de resolver: “Havendo, por exemplo, 30 vacinas disponíveis numa instituição, o que se tem de fazer é criar uma bolsa de suplentes para esse lote de vacinas”.

Isto porque pode haver um imprevisto e a pessoa que estava para ser vacinada não poder e chama-se um suplente e a outra pessoa será vacinada noutra altura, explicou Roque da Cunha, sublinhando que assim “não haverá desperdício de vacinas”.

 

“Apelamos que se planeie e que se evite a propaganda política”, diz o SIM

 

“Mas mais vale tarde do que nunca e mais uma vez apelamos que se planeie, que se trabalhe e que se evite a propaganda política em relação às vacinas”, defendeu.

Jorge Roque da Cunha apelou ainda ao Ministério da Saúde que publique o número de vacinas por locais e a previsão, ainda que aproximada, de quando se irá completar a vacinação prioritária dos profissionais de saúde nos hospitais e centros de saúde.

Para Roque da Cunha, “é fundamental que, num processo onde há carência de vacinas, onde as farmacêuticas estão a atrasar-se com os prazos que se comprometeram, onde há uma grande pressão para vacinar o mais rapidamente possível para debelar a pandemia, exista clareza, transparência e seriedade”.

Por isso, apelou ao Ministério da Saúde que publique o número de vacinas por locais e a previsão, ainda que aproximada, de quando se irá completar a vacinação prioritária dos profissionais de saúde por hospitais e centros de saúde.

“Só dessa forma poderemos demonstrar que só pouco mais de um terço dos profissionais de saúde” fizeram primeira dose da vacina nos grandes hospitais e centros de saúde e que na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Cruz Vermelha e SAMS ainda não há data prevista para vacinação, assim como nos consultórios privados.

O Ministério da Saúde determinou hoje que “a ‘Task-Force’ reforce instruções para que as entidades responsáveis pela operacionalização do plano preparem, de antemão, uma lista de outras pessoas prioritárias a quem poderão administrar as vacinas, no caso de impossibilidade superveniente de alguma das pessoas inicialmente definidas, devendo, ainda, tal circunstância ser devidamente reportada”.

O comunicado do Ministério da Saúde surge depois de terem sido conhecidas situações de pessoas que não estariam entre os grupos prioritários da primeira fase de vacinação.

Estas situações terão ocorrida na delegação do Norte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e na Segurança Social de Setúbal.

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