26 Out, 2021

Vacina da gripe. Procura nas farmácias aumentou e algumas não têm doses suficientes

Nesta primeira fase, muitas farmácias não têm doses suficientes para responder às encomendas. Portugal até terá este ano um reforço do número de vacinas.

Depois de um ano marcado pela vacinação contra a Covid-19, e perante os alertas de uma época gripal bastante mais intensa, a a procura pela vacina contra a gripe nas farmácias aumentou em relação ao ano passado, o que está a deixar muitos estabelecimentos sem capacidade de resposta às encomendas, por falta de stock disponível, escreve o JN.

As farmácias começaram esta segunda-feira, dia 25 de outubro, a administrar as vacina contra o vírus influenza. Nesta fase, a venda ao público estende-se, por um lado, a maiores de 65 anos. Por outro, também está aberta a menores de 65 anos com comorbilidades, mediante a apresentação de receita médica. Incluem-se neste grupo, segundo a norma da DGS, citada pelo Público, pessoas com doença cardiovascular (por exemplo, insuficiência cardíaca, miocardiopatia, hipertensão pulmonar, entre outros); insuficiência renal; doença pulmonar crónica; doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória; diabetes; trissomia 21; transplantados ou que aguardem transplante; e imunodeprimidos.

Para estes grupos, a vacina não tem qualquer custo mas só a partir de 15 de novembro, quando se prevê que cheguem às farmácias as 200 mil vacinas cedidas pelo SNS. Até lá, os utentes que quiserem antecipar a toma continuam a ter de suportar parte do custo. A vacina tem um custo de 14,10 euros sem comparticipação e de 8,88 euros com comparticipação, ao qual acresce o valor de administração, que varia de farmácia para farmácia.

Estão disponíveis, para já, 700 mil doses em todo o país. São mais 200 mil doses em relação a 2020. No total, Portugal contará com quase 3 milhões de doses (2,2 milhões adquiridas pelo SNS e 700 mil das farmácias). Ainda assim, o reforço da oferta não é suficiente para acompanhar o aumento da procura. Em várias farmácias de Lisboa, as encomendas superam as vacinas disponíveis. Na farmácia do Calvário, por exemplo, cerca de 200 pessoas estão em lista de espera (há 400 doses para 600 pedidos).

TC/SO

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