Um terço dos doentes internados com pneumonia pneumocócica morre em 10 anos

A médica espanhola Esther Redondo sublinha a importância do aumento da cobertura vacinal, principalmente em grupos de risco.

A médica espanhola Esther Redondo, que foi uma das participantes do Congresso Virtual de Vacinas deste ano, não traça um retrato animador no que diz respeito à infeção por pneumococos e reforça a importância da vacinação preventiva, principalmente no grupo de doentes mais vulneráveis.

“A importância da vacinação é enorme, pois não apenas evitamos a infecção, mas também as complicações, que nos grupos de risco [pessoas com mais de 65 anos, doentes crónicas e doentes imunodeprimidos] podem ser muito mais frequentes e importantes do que numa pessoa saudável que sofre de uma infecção pneumocócica”, sublinha a especialista do Centro de Saúde Internacional, em Madrid, em entrevista ao SaúdeOnline.

Quando não é possível evitar a infeção o quadro agrava-se. Esther Redondo refere que 19,4% dos pacientes internados com uma pneumonia pneumocócica desenvolve mais de uma complicação cardíaca aguda durante o internamento (arritmias, infarte agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca), o que piora o prognóstico. Em Espanha, diz a especialista, 8,6% dos internados não resiste à infeção, enquanto a taxa de mortalidade a 10 anos é de 32,2%, ou seja, um terço dos doentes morre numa década depois de ser internado.

“Portanto, é muito importante aumentar as taxas de cobertura vacinal“, alerta.

“Estima-se que aproximadamente 80% das pneumonias na UE tenham causa bacteriana. Nos casos em que é feito um diagnóstico microbiológico da pneumonia (que geralmente é feito em 50%), aproximadamente um terço é causado pelo pneumococos. No entanto, é muito provável que o seu peso como causa seja ainda maior, pois, dessa outra metade sem diagnóstico microbiológico, grande parte dos casos também se deve ao pneumococos”, refere a especialista do Centro de Saúde Internacional, em Madrid.

TC/SO

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