8 Nov, 2021

Terceira dose. “Casa aberta” para maiores de 80 anos arranca esta segunda-feira

O objetivo é vacinar com a maior rapidez possível os maiores de 65 anos, em simultâneo com as pessoas que têm problemas de imunossupressão.

A partir desta segunda-feira arranca a modalidade “casa aberta” – sem agendamento – para os idosos a partir dos 80 anos receberem, em simultâneo, a terceira dose da vacina contra a covid-19 e a vacina contra a gripe. O anúncio tinha sido feito pela diretora-geral da saúde, Graça Freitas na semana passada e confirmado hoje pela DGS, em comunicado.

Nesta modalidade, os idosos podem tirar uma senha digital no portal da Direção-Geral da Saúde (DGS) – o que “será o ideal” – ou podem visitar um dos 309 centros de vacinação espalhados pelo país, esclarece Graça Freitas.

Com o propósito de acelerar a campanha de vacinação, a DGS decidiu alargar o autoagendamento da imunização com as duas vacinas (covid-19 e gripe) a todas as pessoas a partir dos 70 anos também a partir desta segunda-feira, juntamente com a vacinação da terceira dose para os profissionais do setor social que lidam com idosos.

“Tivemos alguma escassez de vacinas contra a gripe durante outubro, mas agora já temos em quantidade para vacinar a outro ritmo”, refere a diretora-geral, salientando a necessidade de inocular com a maior rapidez possível todas as pessoas a partir dos 65 anos (cerca de 2,3 milhões de pessoas em Portugal) em conjunto com todas as que têm problemas de imunossupressão.

No terreno, os profissionais têm relatado alguns problemas associados ao processo de vacinação das pessoas mais velhas. O presidente da Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar, Diogo Urjais, já tinha denunciado que apenas cerca de 60% dos idosos respondem às convocatórias por SMS – pela dificuldade de ler e responder às mensagens – e as faltas rondam os 40%.

“Esta faixa etária é, de facto, a mais difícil por todas as razões: pela idade e porque dominam menos os meios de comunicação”, admite Graça Freitas. Por isso mesmo, após o envio de SMS, haverá “apoio e insistência a nível local”, e “o agendamento centralizado será complementado com convocatória local”.

Tendo isto em consideração, o autoagendamento no portal da DGS está, por enquanto, a ter pouca adesão.

SO

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