Técnicos de diagnóstico e terapêutica voltam à greve a 22 de junho e 13 de julho

Para além destes dois dias de paralisação total, os técnicos farão também greve às horas extraordinárias a partir de dia 1 de julho. Pretendem um ajuste da tabela salarial, a transição para novas carreiras e o descongelamento de escalões.

Os técnicos de diagnóstico e terapêutica vão voltar a fazer greve nacional nos dias 22 de junho e 13 de julho, depois de terem estado em greve no mês passado. O Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS) refere, em comunicado, que os profissionais exigem a regularização das suas carreiras e afirmam que o Governo não responde às suas reivindicações.

Além de paralisarem dias 22 de junho e 13 de julho, os técnicos de diagnóstico e terapêutica farão greve, a partir de 1 de julho, às horas extraordinárias por tempo indeterminado, segundo disse à agência Lusa o presidente do Sindicato, Luís Dupond.

“Ao recorrerem à greve mais uma vez, estes profissionais afetarão praticamente todos os serviços de saúde, com especial incidência nos blocos operatórios, altas e internamentos, diagnósticos diferenciados, planos terapêuticos em curso, distribuição de medicamentos, etc”, refere o sindicato que representa os técnicos de diagnóstico e terapêutica.

Para os sindicalistas, o Governo “é o único culpado”, por insistir “em perpetuar uma injustiça com mais de 18 anos”. Há quase duas décadas que estes profissionais reivindicam uma regularização da sua carreira. Estes trabalhadores consideram que o Governo está a impor uma tabela salarial e um sistema de avaliação que implica que 90% dos técnicos permaneçam na base da carreira toda a sua vida profissional.

Os técnicos pretendem um ajuste da tabela salarial, a transição para novas carreiras e o descongelamento de escalões, entre outras matérias.

Nos dias 24 e 25 de maio, estes trabalhadores cumpriram dois dias de greve nacional, que teve taxas de adesão que rondaram os 90%. No dia 28 de maio, os sindicatos dos técnicos de diagnóstico e terapêutica estiveram reunidos com a secretária de Estado da Saúde, Rosa Valente de Matos, mas alegam que “não ouviram nada de novo” e que não foram apresentadas propostas que respondam às suas reivindicações.

Aliás, os profissionais exigem a reabertura de negociações e vão mesmo acionar um mecanismo legal de negociação suplementar que está previsto na lei do Trabalho e em Funções Públicas para situações de não acordo.

O STSS afirma ainda que já foram enviados pedidos de audiência urgentes aos primeiro-ministro e aos grupos parlamentares.

LUSA

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