Só um terço dos cuidados paliativos tem médico a tempo inteiro

Comissão Nacional de Cuidados Paliativos alerta que estão cobertas apenas 28% das necessidades. Nenhuma das unidades existentes em Portugal tem nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais ou fisioterapeutas a tempo inteiro.

Apenas um terço dos serviços de cuidados paliativos em Portugal conta atualmente com um médico em dedicação exclusiva aos doentes em fase terminal. Apesar de todos os serviços terem médicos alocados, a maioria dos profissionais não trabalha ali a tempo inteiro, adianta o JN.

No caso dos enfermeiros, apenas 29% está em unidades de cuidados paliativos em “part-time”. No entanto, nenhuma destas unidades têm nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais ou fisioterapeutas a tempo inteiro. É isto que revela o Relatório de Outono do Observatório Português de Cuidados Paliativos.

No que diz respeito aos médicos, apenas 10 das Unidades de Cuidados Paliativos, 39 das Equipas Intra hospitalares de Suporte em Cuidados Paliativos e 45 das Equipas Comunitárias de Suporte em Cuidados Paliativos têm pelo menos um destes profissionais a 100%.

O Observatório critica a falta de recursos e relaciona esse problema com a falta de diferenciação dos cuidados prestados aos doentes. De acordo com o relatório, “existindo equipas sem médico a tempo completo não se poderá considerar a diferenciação efetiva das mesmas”.

Os especialistas que elaboraram o documento concluíram que o tempo que os médicos trabalham na área dos cuidados paliativos cobre apenas “27,9% das necessidades”. Ou seja, para cumprir as recomendações da Comissão Nacional de Cuidados Paliativos e de vários organismos internacionais, “faltarão cerca de 6744 horas médicas”.

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