8 Jun, 2018

Reclamações nos hospitais disparam quase 20%

Hospital Amadora-Sintra é que tem mais reclamações na tabela dos públicos. Nos privados, lidera o Hospital da Luz. Santa Maria regista uma diminuição do número de queixas e cai para a sexta posição, num ano em que os hospitais receberam menos elogios.

As reclamações no setor da saúde dispararam em 2017, ao subirem quase 20% em relação ao ano anterior. Foram registadas 70.120 reclamações, quando em 2016 tinham sido cerca de 60 mil (aumento de 18,4%).

O Hospital Amadora-Sintra foi o estabelecimento de saúde público que teve mais queixas – 2185, seguido do Hospital de Faro (1940) e do Hospital Garcia de Orta, em Almada, com 1710, a completar o pódio. No privado, destaque para três hospitais da capital: o da Luz, com 1149 reclamações, a CUF Descobertas, com 999, e os Lusíadas (678 queixas).

Estes números constam do Relatório do Sistema de Gestão de Reclamações, que foi divulgado esta quinta-feira pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS). Os “procedimentos administrativos” foram o principal motivo de reclamação, representando cerca de 20% das queixas, seguindo dos “tempos de espera” (19,5%) e da “focalização no utente” (17%).

 

 

No que diz respeito à distribuição por meses, o destaque vai para Novembro, com mais de 9 mil reclamações. Em comparação com 2016, só em abril houve menos queixas. Na parte final do ano passado, é visível no gráfico um aumento significativo das reclamações, que a ERS justifica com o facto de ter tido uma intervenção mais intensa junto dos prestadores “relativamente aos processos ainda por submeter”.

 

O hospital Amadora-Sintra teve um aumento de reclamações (mais 287), bem como o hospital de Faro, que, registou o mais do dobro das queixas em relação a 2016  – passou de 823 para 1940 -, muito por causa do aumento da procura nos meses de verão, a que o quadro de pessoal deste hospital não consegue dar resposta.  No top 10 dos hospitais públicos com mais reclamações estão ainda o Hospital de Gaia/Espinho (que o ano passado não figurava sequer nos dez primeiros), o Hospital de São João (que caiu da segunda para a quinta posição) ou o Santa Maria (embora seja o maior hospital do país, caiu do terceiro lugar para o sexto).

 

A culpa para uma subida tão expressiva do número de queixas é exclusivamente dos hospitais do setor público, já que os privados, no geral, conseguiram que o livro de reclamações fosse preenchido menos vezes. Uma das raras exceções é o Hospital da Luz, que registou uma ligeira subida.

 

No caso das PPP, depois do Hospital de Braga, o Hospital Beatriz Ângelo, em Lisboa, foi o que obteve mais queixas (1370), antes do Hospital de Cascais (1013) e do Hospital de Vila Franca de Xira (1091). O relatório dá ainda conta de que, em 2017, foram feitos 8.948 elogios – uma diminuição em comparação com o ano anterior.

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