10 Ago, 2020

Quatro dirigentes saíram da DGS em poucas semanas

DGS garante que quatro saídas num curto espaço de tempo são "coincidência" e recusa que divergências no combate à pandemia estejam na origem das decisões.

Quatro dirigentes saíram da DGS em poucas semanas

Foram quatro as substituições consumadas nas últimas semanas na cúpula da Direção Geral de Saúde (DGS). De forma discreta, entraram dois novos subdiretores-gerais e duas novas diretoras, avança o jornal Público.

Com a pandemia de Covid-19 longe do fim, registaram-se mudanças de peso no interior da DGS. Saíram dois subdiretores-gerais, o médico Diogo Cruz (que vai voltar ao Hospital de Santa Maria para o Serviço de Medicina Interna) e Catarina Sena, que morreu em abril. Para os seus lugares, entram na DGS o médico de Saúde Pública Rui Portugal e a administradora hospitalar Vanessa Gouveia, nomeada em regime de substituição.

Rui Portugal é também docente no Instituto de Saúde Pública e Medicina Preventiva da Universidade de Lisboa e foi, apenas durante dois meses, responsável pelo gabinete de crise para a Covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo. Antes ocupou o cargo de delegado de Saúde de Lisboa.

Já Vanessa Gouveia é licenciada em gestão de recursos humanos e em enfermagem e já dirigiu o Agrupamento de Centros de Saúde da Amadora entre 2014 e 2018.

Também deixaram o cargo a diretora dos Serviços de Informação e Análise, Graça Lima, e a chefe de Divisão de Epidemiologia e Estatística, a epidemiologista Rita Sá Machado. Foram, entretanto, substituídas por Inês Fronteira (que foi adjunta da Ministra da Saúde durante um ano e por Luís Guedes (que se encontra em regime de substituição), respetivamente.

A DGS garante, no entanto, que as mudanças não passam de “coincidência” e que nada têm a ver com eventuais divergências quanto ao combate à pandemia. A DSG recusa que a saída de Rita Sá Machado tenha sido motivada por divergências com o poder político nas reuniões do Infarmed, como chegou a ser noticiado. A médica teria discordado da ideia de que o aumento de casos se devia ao aumento do número de testes, como defendia o governo.

TC/SO

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