5 Jan, 2021

Pressão nos hospitais disparou. Em dois dias, houve mais 300 internados

São José, São João, e os hospitais de Loures e de Évora são algumas das unidades que já sentem o aumento da pressão decorrente do Natal e da passagem de ano.

Em apenas dois dias, o número de doentes com Covid-19 internados disparou, numa das maiores subidas de que há registo num tão curto espaço de tempo. Só entre domingo e esta segunda-feira, houve um aumento de 313 pessoas internadas.

Estavam internados 3171 doentes, mais 127 que no domingo, sendo que, nos cuidados intensivos estão ocupadas 510 camas. Com esta evolução galopante dos internamentos, é expectável que em breve seja batido o máximo de pessoas hospitalizadas, atingido a 16 de dezembro (3181).

O impacto das festas (a conjugação de um Natal quase sem restrições e de uma passagem de ano) começou a fazer-se sentir já no final da última semana, com o número de casos diários a atingir recordes. Assim, aumenta a probabilidade de se instalar uma terceira vaga da pandemia, que iria colocar à prova (numa altura do ano em que os hospitais estão tradicionalmente sob pressão) a resiliência do SNS.

O Hospital de Évora já começou a encaminhar pessoas infetadas pela covid-19, ou os casos suspeitos para outras unidades, devido ao “extraordinário aumento” de afluxo de doentes nos serviços. Já o São João, no Porto, viu também a afluência às urgências aumentar de forma exponencial, com o responsável pelo serviço de Medicina Intensiva do hospital a falar em “laxismo” na época das festas. Nelson Pereira diz que o aumento de casos “é algo que nos põe de pé atrás do que vai acontecer nas próximas semanas”.

Também o hospital de Loures, muito pressionado na segunda vaga, registou já um aumento de internamentos de 30% nos últimos dias. Neste momento, os utentes que se encontram infetados têm de esperar por camas no serviço de urgência e não podem ser atendidos noutros locais, visto que a ocupação dos hospitais de Lisboa e Vale do Tejo com doentes Covid ultrapassa os 90%, com tendência a aumentar.

Também o Centro Hospitalar de Lisboa Central está sob maior pressão. No último domingo, a urgência geral do Hospital de São José recebeu utentes que não tinham vagas noutras unidades de saúde e que ali se dirigiram por iniciativa própria, e casos muito críticos do Centro de Orientação de Doentes Urgentes. Os restantes pacientes tiveram de ser encaminhados para outras unidades, enfermarias e UCI do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, que também se encontra perto da capacidade máxima, adianta

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