4 Mai, 2020

Ordem dos Médicos defende criação do “Passaporte Imunológico”

Ordem defende uma campanha de comunicação massiva sobre o bom uso de máscaras, o reforço dos rastreio da covid-19 nos lares e a criação do “Passaporte Imunológico”.

Tendo em consideração “as mais recentes informações relacionadas com a pandemia provocada pelo SARS-COV-2 e no momento atual em que o país se prepara para, progressivamente, retomar várias atividades” a Ordem dos Médicos recomenda também o rastreio regular voluntário dos profissionais de saúde da linha da frente.

Em comunicado, a Ordem dos Médicos manifesta disponibilidade para participar “de forma ativa” no rastreio da covid-19 nos lares.

Insiste na obrigatoriedade da utilização de máscaras comunitárias ou máscaras cirúrgicas pelos cidadãos, certificadas pelo Infarmed, em locais públicos, particularmente nos estabelecimentos de saúde, incluindo farmácias e lares, ou estabelecimentos comerciais, bem como em todos os locais onde não seja possível cumprir o desejável distanciamento social.

“Esta utilização tem, obrigatoriamente, de ser acompanhada por uma campanha de comunicação massiva que promova a literacia do uso destes equipamentos”, sustenta a ordem.

Defende ainda a importância do acesso a informação clínica e epidemiológica dos doentes covid-19 por parte da comunidade médica e científica, considerando que o ‘site’ da DGS “disponibiliza apenas 16 itens que pouco acrescentam em relação ao Boletim Epidemiológico”.

A Ordem dos Médicos e as Escolas Médicas “continuarão a insistir nesta matéria, essencial para efeitos de estudo e investigação no sentido de entender melhor a doença e encontrar soluções mais eficazes para o seu tratamento”.

A Ordem dos Médicos propõe a criação “do Passaporte Imunológico: reforço da criação de critérios de diagnóstico e validade dos exames serológicos” e da “Campanha Portugal Seguro: estabelecimento de critérios para a abertura com segurança de diferentes atividades (desde a saúde à economia)”.

Defende ainda “a necessidade imperiosa de abrir concursos para a aquisição da vacina da gripe. A vacina da gripe não tem eficácia no SARS-COV-2, mas, caso ocorra uma 2.ª onda no inverno, diminuir a incidência de gripe (que pode apresentar queixas similares) na população de risco facilita a identificação dos potenciais doentes covid-19”.

“Muitos países estão já a comprar mais vacinas da gripe e arriscamo-nos a ter maiores dificuldades de acesso”, alerta.

SO/LUSA

 

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