25 Nov, 2022

Novo hospital do Oeste poderá ter mais de 600 camas e 32 especialidades

Um estudo, feito pela Universidade Nova de Lisboa, recomenda que o futuro hospital tenha quatro tipologias de urgência, mais de 30 especialidades. A localização e o perfil assistencial vai ficar definidos até setembro do próximo ano.

O estudo sobre o perfil assistencial do futuro hospital do Oeste recomenda que a unidade tenha entre 446 e 625 camas de internamento, 32 especialidades na consulta externa, um hospital de dia e urgências de psiquiatria.

O estudo encomendado pela Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCim), a que a agência Lusa teve hoje acesso, aponta quatro cenários alternativos no que respeita à estimativa do número de camas para satisfazer as necessidades de internamento, tendo como horizonte temporal o ano de 2031.

Se o objetivo for abranger os 12 municípios da OesteCim e as oito freguesias de Mafra (atualmente servidas pelo CHO – Centro Hospitalar do Oeste), num total de 421.963 habitantes (com base nos Censos de 2021), o novo hospital deverá ter 537 camas para responder à procura do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ou 625 se pretender abranger a transferência potencial dos serviços prestados no privado, refere o documento.

Nos outros dois cenários estudados, excluindo as freguesias de Mafra e vocacionando o novo hospital para os 363.551 habitantes do Oeste, o numero de camas estimado será de 446 para responder à procura do SNS e de 517 para abranger a transferência de utentes do privado.

Com base na análise da procura potencial de cuidados de saúde, o futuro hospital, os autores do estudo, realizado pela Universidade Nova de Lisboa, recomendam que o mesmo deverá contar com 32 especialidades ou tipologias na consulta externa, incluindo Cirurgia Plástica, Psicologia da Infância e Adolescência, Radioterapia, Consulta da Atendimento não Programado e Consultas de Grupo, entre muitas outras.

No internamento, a recomendação é para que o hospital disponibilize 15 especialidades e tipologias e também hospitalização domiciliária, esta última já existente no CHO.

No serviço de urgências, o estudo defende uma tipologia que inclua as especialidades de Urgência Geral, Urgência Ginecológica, Urgência Pediátrica e Urgência de Psiquiatria.

Os autores do estudo defendem ainda que o novo hospital deve ter Cirurgia Programada (ambulatória e convencional) e Cirurgia Urgente; serviço de partos de todas as tipologias e um Hospital de Dia com as especialidades de Imuno-hemoterapia, Oncologia, Pediatria, Pneumologia, Psiquiatria, Nefrologia para Hemodiálise e Radioterapia.

As conclusões do Estudo Sobre o Futuro da Política Pública da Saúde no Oeste foram hoje apresentadas aos autarcas dos 12 municípios que integram a OesteCim: Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos, Peniche, do distrito de Leiria, e Alenquer, Arruda dos Vinhos, Cadaval, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, do distrito de Lisboa.

Numa primeira fase foram definidas as potenciais localizações para o futuro hospital, com Bombarral e Torres Vedras apontados como os concelhos com maiores potencialidades para a construção desta unidade, e, na segunda fase, definido o perfil assistencial necessários para dar resposta às populações, atualmente servidas pelo Centro Hospitalar do Oeste, que integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, abrangendo cerca de 300 mil habitantes dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.

O estudo foi na segunda-feira entregue ao ministro da Saúde, Manuel Pizarro, que se comprometeu a definir a localização até março de 2023 e o perfil assistencial até setembro do próximo ano.

LUSA

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