13 Set, 2021

MENU: já pensou fazer refeições à base de macroalgas da costa portuguesa?

A equipa de investigação, junto dos seus parceiros, espera que daqui a um ano os produtos estejam já disponíveis no mercado.

Coordenado pela investigadora Ana Marta Gonçalves, do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) da Universidade de Coimbra (UC), o projeto MENU propõe-se a desenvolver refeições pré-cozinhadas alternativas através de um leque variado de pratos doces e salgados à base de macroalgas marinhas da costa portuguesa.

Com a promessa de oferecer opções com elevado valor nutricional e de rápida confeção, a inovação do projeto encontra-se na utilização de macroalgas marinhas e não apenas de extratos ou compostos. Deste modo, torna-se possível aproveitar todas as propriedades antivirais, antibacterianas, antidiabéticas, antioxidantes e anticancerígenas das verduras marinhas.

Para a sua utilização, “recolhemos no mar amostras das espécies de macroalgas comestíveis pré-selecionadas, que são colocadas a crescer em laboratório e transferidas depois para tanques de aquacultura até obter a biomassa necessária para a confeção dos alimentos. São métodos sustentáveis, podemos produzir macroalgas marinhas em grande escala sem prejudicar o ambiente”, explicou Ana Marta Gonçalves.

“Conhecendo o elevado valor nutricional e as bioatividades das macroalgas, que apresentam muitos benefícios para a saúde humana, a nossa aposta é utilizar a alga como um todo de modo que os nossos produtos tenham todas as biopropriedades, garantindo assim os efeitos benéficos para os consumidores”, revelou a coordenadora do projeto.

A investigadora afirmou que o projeto visa “oferecer um cardápio diversificado que vá ao encontro dos diferentes interesses”. Neste sentido, já foram desenvolvidas várias receitas com as diferentes macroalgas, tais como arroz com algas, frango com algas, sopas e molhos adicionais, e várias sobremesas, como gelatinas de framboesa e morango e pudins de vários sabores.

Com a parceira da Universidade de Aveiro (UA), a Startup Lusalgae – especializada em biotecnologia marinha – e a Ernesto Morgado, S.A. – a mais antiga indústria de arroz em Portugal -, a equipa de 16 investigadores tem estabelecido acordos com outras empresas com a ambição de ter os primeiros produtos no mercado dentro de um ano.

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