9 Jul, 2020

Médicos recusam apoiar infetados em Monsaraz. Ordem apoia decisão

Ordem dos Médicos defende o internamento hospitalar dos utentes do lar de Reguengos de Monsaraz com covid-19 e diz que lar “não tem condições”.

“Houve a recusa dos médicos hospitalares em serem deslocados para um sítio que não tem condições”, afirmou à Lusa o presidente do Conselho Regional do Sul da OM, Alexandre Valentim Lourenço.

A Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo determinou que médicos das Unidades Locais de Saúde da região fossem mobilizados para Reguengos de Monsaraz para apoiarem os utentes infetados com covid-19 do Lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS), entretanto transferidos para um pavilhão do parque de feiras e exposições, que é agora ‘hospital de campanha’.

“O hospital que presta apoio é o Hospital de Évora”, mas “os clínicos que estavam a ser deslocados” para Reguengos de Monsaraz “eram de Santiago do Cacém, de Beja, de Elvas e não do hospital que os ia receber”, sublinhou o responsável da OM, acrescentando: “Não faz sentido”.

 

Médicos alegam que “aquilo não é um hospital”

 

Com a situação no lar, o concelho de Reguengos de Monsaraz regista o maior surto no Alentejo da doença provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, com 15 mortos e 133 casos ativos, 13 deles internados no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE).

Alexandre Valentim Lourenço disse ter recebido diversos “papéis assinados de diretores de serviço a dizerem que, legalmente, aquilo [instalações para onde os idosos foram transferidos] não é um hospital”.

Os médicos hospitalares de Medicina Interna “não podem ser deslocados do sítio onde estão a trabalhar e a fazer falta para irem para um sítio com menos qualificação”, disse, fri