Mais médicos e enfermeiros a trabalhar na Madeira em 2024
A Madeira contava em 2024 com mais médicos, enfermeiros, dentistas e farmacêuticos em atividade do que no ano anterior, segundo a Direção Regional de Estatística, que revela também que a região apresenta rácios acima da média nacional em várias dessas profissões.

O número de profissionais de saúde em atividade na Madeira aumentou em 2024, com mais 45 médicos e 83 enfermeiros do que no ano anterior, anunciou a Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM).
Segundo os dados agora divulgados, havia 1.420 médicos e 2.730 enfermeiros a trabalhar na região. Com base nas estimativas provisórias da população residente, isso traduz-se numa média de 5,5 médicos por mil habitantes (mais do que os 5,4 de 2023), e de 10,5 enfermeiros por mil habitantes, também superior ao rácio do ano anterior (10,3).
Comparando com o panorama nacional, a Madeira mantém-se abaixo da média no número de médicos (6,0 por mil habitantes), mas acima no número de enfermeiros (8,0). Entre os concelhos, o Funchal tem o maior rácio de médicos (9,2 por mil), enquanto a Calheta apresenta o mais baixo (1,4). Nos enfermeiros, Machico lidera com 12,8 por mil habitantes, seguido de Santa Cruz (12,6) e Funchal (12,4).
A maioria dos médicos com residência na região (69,9%) vive no Funchal, seguindo-se Santa Cruz (13,3%) e Câmara de Lobos (5,4%). Quanto à faixa etária, 26,5% dos médicos têm menos de 31 anos e 17% mais de 65. Dos 1.420 médicos, 854 são especialistas (60,1%), sendo essa proporção maior entre os homens (66,6%) do que entre as mulheres (55,7%).
Entre os especialistas, destacam-se os de Medicina Geral e Familiar (27,5%), seguidos dos de Medicina Interna (10,8%), Cirurgia Geral (6,3%), Pediatria (5,6%) e Anestesiologia (5,3%).
A DREM revela ainda que havia 247 médicos dentistas na Madeira em 2024, mais 11 do que no ano anterior, o que representa um rácio de 1,0 dentista por mil habitantes, ainda abaixo da média nacional (1,2).
Também o número de farmacêuticos aumentou: eram 286, mais 12 do que em 2023, dos quais 196 farmacêuticos de oficina. O rácio subiu para 11,0 por 10 mil habitantes (10,7 em 2023), embora continue abaixo do valor nacional (15,9).
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