Literacia em saúde – o contributo das farmacêuticas, no compromisso com o futuro
Presidente do Conselho de Administração do EDOL

Literacia em saúde – o contributo das farmacêuticas, no compromisso com o futuro

Para além da promoção da saúde individual (e com ela da saúde pública), a Literacia em Saúde fornece as bases para o controlo de algumas patologias e para a prevenção de tantas outras, ao mesmo tempo que contribui para uma utilização eficaz e eficiente dos serviços nesta área.

Uma Literacia em Saúde adequada é fundamental para o bom funcionamento da sociedade como um todo, e do SNS em particular. É cada vez mais importante que estejamos informados e habilitados a tomar decisões no que à nossa saúde diz respeito, que saibamos a recorrer aos serviços disponíveis e que tenhamos capacidade para gerir rotinas como a gestão da medicação, da frequência de tratamentos ou de medidas de prevenção.

Consideramos, por isso, que a Literacia em Saúde deve ser prioritária, e acreditamos que, apesar de ser uma responsabilidade de todos (deve ser potenciada por diferentes sectores públicos e privados, da saúde à educação, passando pela cultura ou pela economia), a principal fatia deste investimento deverá caber ao Estado. Só assim estarão reunidas as condições para o funcionamento de um Serviço Nacional de Saúde independente e de qualidade. Só assim poderemos fazer parte de uma numa sociedade “saudável”.

Um fraco investimento em Literacia vai traduzir-se na degradação do sistema público, com uma consequência natural: o benefício das seguradoras e das entidades privadas e, com ele, acusações de favorecimento, desigualdade e enviesamento.

Cabe ao Estado informar, educar e desempenhar esse papel dinamizador. Um papel desempenhado com bastante esforço, de há alguns anos para cá, pelas farmacêuticas, que investem grande parte dos seus orçamentos na promoção da literacia na sociedade e na formação de profissionais de saúde, para que também eles, parte ativa de todo o sistema, possam desenvolver processos e partilhar conhecimento com a população, dotando-a de ferramentas que lhe permitam tomar opções assertivas, eficazes e informadas.

O contributo dos privados, e das farmacêuticas em particular, tem-se revelado fundamental na educação da população. São os privados que sustentam grande parte das políticas em saúde e que apoiam a sociedade civil, nichos e comunidades em múltiplas dimensões. Só com o seu apoio – seja através de campanhas de sensibilização, da atribuição de bolsas ou do financiamento de estudos – é possível estabelecer redes de conhecimento que ligam os investigadores aos profissionais no terreno e à população. Relações que depois servirão de base à partilha de informação e à reunião de conhecimentos que suportem comportamentos e tomadas de decisão.

Será justo que assim continue? Não deveria o Estado ser mais presente e reforçar a sua intervenção? Acreditamos que sim, mas não podemos baixar os braços. Enquanto intervenientes no processo temos responsabilidades. A aposta na Literacia é uma delas e por ela prometemos continuar lutar.

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