Lisboa com rastreios para identificar casos de risco elevado de diabetes

O projeto surge de forma a sensibilizar as pessoas, uma vez que as pessoas diabéticas têm mais propensão a ficar “gravemente doentes” caso sejam infetadas com covid-19.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) explicou que o projeto “Lisboa a Mudar a Diabetes”, lançado neste mês por causa do Dia Mundial da Diabetes (14 de novembro), surge com o propósito de sensibilizar as pessoas “para uma alimentação mais saudável”.

“[Permite-nos] sensibilizar para a diabetes, para os seus riscos, tentando identificar quem é a população que está em risco de ter diabetes e quem é a população que já tem diabetes, o que eles necessitam e se necessitam algum apoio específico”, disse José Manuel Boavida.

De acordo com o presidente da APDP, será conhecida a vulnerabilidade das pessoas através de um questionário social, de modo a perceber melhor as características da população atingida.

“Temos encontrado pessoas relativamente jovens. Começámos na semana passada já com este projeto e, nos primeiros dias, encontrámos exatamente aquilo que esperaríamos dos números que já são contados dos estudos feitos em Portugal, em que 33% – neste caso foram 34% – das pessoas estão em risco de vir a desenvolver diabetes”, realçou o médico.

O projeto “Lisboa a Mudar a Diabetes” acontece no âmbito do programa “Cities Changing Diabetes Lisboa”.

 

Rastreio consiste numa avaliação de risco de diabetes tipo 2 feita por profissionais de saúde

 

“Se tiverem um diagnóstico de diabetes, mas que não está descontrolada – um diagnóstico daquilo que nós chamamos pré-diabetes ou de tendência para ter diabetes -, encaminhamos para o centro de saúde, para o médico de família, tentando assim integrar estas pessoas em cuidados mantidos de avaliação contínua da sua situação de saúde e tentando evitar que progrida para formas mais graves de diabetes”, observou José Manuel Boavida.

Por seu lado, o vereador da Câmara de Lisboa com o pelouro dos Direitos Sociais e da Educação referiu que o município, além de intervir em casos concretos, ficará com uma visão da população vulnerável à doença.

“O rastreio [realizado por uma equipa de 15 técnicos] consiste numa avaliação de risco de diabetes tipo 2 feita por profissionais de saúde”, disse Manuel Grilo (BE, partido que tem um acordo de governação da cidade com o PS).

“O projeto representa uma oportunidade para alcançar o seu objetivo de melhorar a vida das pessoas com diabetes e de quem está em risco de desenvolver esta doença, que se estima que atinja mais de 10,5% da população da região de Lisboa e Vale do Tejo”, ressalvou.

Manuel Grilo sublinhou ainda que a diabetes agrava a situação das pessoas infetadas com covid-19.

“A diabetes é uma das situações de comorbidades que agrava sempre os casos de covid, a covid em pessoas com diabetes é sempre de maior risco do que em relação à restante população”, disse.

SO/LUSA

ler mais
target="_blank"

RECENTES

target="_blank"
ler mais