22 Fev, 2019

Investigadores japoneses vão usar células estaminais no tratamento de lesões da medula espinhal

O Governo japonês anunciou esta semana a aprovação de um estudo clínico a realizar em humanos para avaliar o uso de células estaminais pluripotentes no tratamento de lesões na medula espinal.

Segundo agência Reuters, a equipa de investigação da Universidade Keio, liderada pelos professores Hideyuki Okano e Masaya Nakamura, pretende aplicar este estudo em quatro pacientes, com 18 anos ou mais, que tenham perdido a mobilidade e as funções sensoriais devido a uma lesão na medula espinhal, ocorrida duas a quatro semanas antes.

Em comunicado, João Sousa, Diretor de Qualidade do Laboratório BebéVida, laboratório de criopreservação de células estaminais, afirma que este estudo vem “reforçar o potencial das células estaminais, que podem ser guardadas no momento do parto para utilização futura”.

“Neste estudo em particular recorre-se às células estaminais pluripotentes induzidas, que mais não são do que uma reprogramação das células adultas, para que se diferenciem em células estaminais com potencial de diferenciação quando injetadas nas células e tecidos que se pretende recuperar”, explica.

No ano passado, um grupo de cientistas japoneses da Universidade Quioto avançou com a realização de ensaios clínicos para o tratamento da Doença de Parkinson através da transplantação de células estaminais “reprogramadas” para o cérebro.

Esta é uma área que tem tido a atenção de vários grupos de investigação por todo o mundo, especialmente para encontrar uma reposta terapêutica às lesões na medula espinal.

Mónica Abreu Silva

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