30 Nov, 2022

Infeções por VIH não diagnosticadas estão a aumentar na Europa

“Uma em cada oito pessoas que vivem com VIH no EEE e na União Europeia (UE) continua sem diagnóstico”, alerta a Organização Mundial de Saúde.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou-se preocupada com o aumento do número de infeções não diagnosticadas do vírus da imunodeficiência humana (VIH) na região europeia, que engloba 53 países, incluindo a Rússia e ex-Repúblicas Soviéticas.

Entre 2018 e 2021 houve mais infeções na região do que pessoas diagnosticadas, especialmente na Europa do Leste.

“Uma em cada oito pessoas que vivem com VIH no Espaço Económico Europeu e na União Europeia (UE) continua sem diagnóstico”, alertou a OMS num relatório elaborado em conjunto com o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) por ocasião do Dia Mundial de Combate à Sida, assinalado a 01 de dezembro.

Quase 300 casos de VIH foram diagnosticados diariamente no ano passado em 46 dos 53 países da região, incluindo 45 diários na UE/EEE, totalizando 106.508 casos em toda a região.

A OMS destacou, no entanto, que em 2020 houve uma queda acentuada nos casos detetados, coincidindo com o primeiro ano da pandemia da covid-19, e que o número de novos casos diagnosticados em 2021 ainda é 25% menor do que os níveis anteriores à pandemia.

O relatório enfatizou a necessidade “crucial” de aumentar os testes de VIH para compensar o impacto negativo da pandemia nos testes.

Na Europa Ocidental, o número de casos por transmissão heterossexual e por sexo entre homens diminuiu substancialmente, bem como por partilha de seringas, que, no entanto, mantém-se em níveis elevados no leste do continente.

“Todos devemos estar muito preocupados com os dados sobre testes, tratamento e cuidados do VIH na Europa e na Ásia Central. O estigma generalizado e contínuo em torno do VIH impede as pessoas de fazerem o teste e afasta-nos da meta global de acabar com a Sida até 2030”, declarou diretor da OMS-Europa, Hans Kluge, num comunicado.

A diretora do ECDC, Andrea Ammon, alertou no mesmo relatório que a demora nos diagnósticos aumenta as probabilidades de desenvolvimento de doenças graves ou morte, além do risco de maior disseminação do vírus.

LUSA

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