16 Dez, 2020

Impetigo. Doença de pele que afeta sobretudo crianças pode ser prevenida

Em entrevista ao SaúdeOnline, a dermatologista Cristina Claro fala sobre os principais sintomas da doença e a forma como esta impacta a vida dos doentes.

Qual é a prevalência desta infeção em Portugal e quais as faixas etárias mais afetadas?

Não existem dados de prevalência desta infeção em Portugal, mas sabemos que é  a infeção superficial da pele mais frequente na primeira infância. Atinge tipicamente crianças entre os 2 e os 5 anos de idade, mas pode também afetar crianças mais novas e mais velhas, bem como adultos.

Quais são os principais sintomas? É preciso isolar o doente de forma a não passar a infeção a outros?

O impetigo manifesta-se pela presença de vesículas ou pústulas que rapidamente evoluem para erosões exsudativas cobertas por crostas amareladas. As  lesões atingem preferencialmente a face e as extremidades e raramente se acompanham de sintomas sistémicos. O doente deve ser isolado dos outros para não os contagiar; de facto o impetigo é uma doença de evicção escolar obrigatória.

Como é que se trata esta infeção?

O impetigo é geralmente tratável com medidas gerais de higiene e desinfecção e antibióticos tópicos. Os antibióticos tópicos mais utilizados são o ácido fusídico e a mupirocina, estando mais recentemente disponível uma quinolona tópica aprovada para o tratamento do impetigo, a ozenoxacina.

De que forma é que o impetigo impacta a vida das pessoas?

Na medida em que é uma doença infecciosa de grande contagiosidade que afeta áreas do corpo geralmente expostas. Assim, impacta no relacionamento social do individuo afetado com os outros e afeta a vida das famílias uma  vez que é uma doença de evicção escolar obrigatória.

Existe algum tipo de estigma (social) contra as pessoas que têm esta doença? Qual a melhor forma de lidar com isso?

Estigma social parece-me uma expressão demasiado forte, não creio que exista, mas existem as questões que referi acima relacionadas com a presença de lesões cutâneas em áreas visíveis do corpo, lesões estas potencialmente contagiosas. A melhor forma de lidar com estas questões é através da correta informação, quer em relação às características geralmente benignas da infeção, quer em relação à existência de tratamento eficaz e seguro para a mesma.

 

AR/SO

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