Impetigo. Doença de pele que afeta sobretudo crianças pode ser prevenida
Em entrevista ao SaúdeOnline, a dermatologista Cristina Claro fala sobre os principais sintomas da doença e a forma como esta impacta a vida dos doentes.

Qual é a prevalência desta infeção em Portugal e quais as faixas etárias mais afetadas?
Não existem dados de prevalência desta infeção em Portugal, mas sabemos que é a infeção superficial da pele mais frequente na primeira infância. Atinge tipicamente crianças entre os 2 e os 5 anos de idade, mas pode também afetar crianças mais novas e mais velhas, bem como adultos.
Quais são os principais sintomas? É preciso isolar o doente de forma a não passar a infeção a outros?
O impetigo manifesta-se pela presença de vesículas ou pústulas que rapidamente evoluem para erosões exsudativas cobertas por crostas amareladas. As lesões atingem preferencialmente a face e as extremidades e raramente se acompanham de sintomas sistémicos. O doente deve ser isolado dos outros para não os contagiar; de facto o impetigo é uma doença de evicção escolar obrigatória.
Como é que se trata esta infeção?
O impetigo é geralmente tratável com medidas gerais de higiene e desinfecção e antibióticos tópicos. Os antibióticos tópicos mais utilizados são o ácido fusídico e a mupirocina, estando mais recentemente disponível uma quinolona tópica aprovada para o tratamento do impetigo, a ozenoxacina.
De que forma é que o impetigo impacta a vida das pessoas?
Na medida em que é uma doença infecciosa de grande contagiosidade que afeta áreas do corpo geralmente expostas. Assim, impacta no relacionamento social do individuo afetado com os outros e afeta a vida das famílias uma vez que é uma doença de evicção escolar obrigatória.
Existe algum tipo de estigma (social) contra as pessoas que têm esta doença? Qual a melhor forma de lidar com isso?
Estigma social parece-me uma expressão demasiado forte, não creio que exista, mas existem as questões que referi acima relacionadas com a presença de lesões cutâneas em áreas visíveis do corpo, lesões estas potencialmente contagiosas. A melhor forma de lidar com estas questões é através da correta informação, quer em relação às características geralmente benignas da infeção, quer em relação à existência de tratamento eficaz e seguro para a mesma.
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- Higienização frequente das mãos – no caso de ter algum corte ou ferida “aberta”, utilizar um sabão neutro e cobrir com gaze ou um penso após a lavagem;
- Se alguém na sua casa tiver impetigo, assegure que lava as roupas e as toalhas utilizadas pela pessoa, bem como os lençóis, todos os dias;
- Não partilhar roupas ou toalhas com ninguém;
- A melhor forma de prevenir o impetigo é, sem dúvida, evitar o contacto próximo com pessoas com a doença.
AR/SO








