Hospitalização domiciliária evitou quase 4 mil dias de internamentos no Hospital de Cascais
Até junho deste ano, a Unidade de Hospitalização Domiciliária já realizou mais de 500 altas hospitalares, com supervisão clínica contínua, o que “contribui para uma recuperação mais rápida e maior nível de satisfação” dos utentes, referiu o Hospital de Cascais.

A unidade de hospitalização domiciliária (UHD) do Hospital de Cascais permitiu evitar 3.880 dias de internamentos convencionais na unidade de saúde este ano, libertando camas para responder a doentes com necessidades mais agudas.
Os dados foram avançados hoje à Lusa pelo hospital gerido em regime de parceria público-privada (PPP) pelo grupo Ribera, que iniciou a hospitalização domiciliária em 2024 com cinco camas, tendo atualmente 35 e pretendendo atingir as 45 no final deste ano. “Os 3.880 dias de internamento hospitalar evitados em 2026 são equivalentes a mais de um milhão de euros de poupança potencial. Cada dia evitado é um recurso libertado para quem tem necessidades mais agudas”, salientou a unidade de saúde inaugurada em 2010.
Até junho deste ano, a UHD já realizou mais de 500 altas hospitalares, com supervisão clínica contínua, o que “contribui para uma recuperação mais rápida e maior nível de satisfação” dos utentes, referiu ainda o Hospital de Cascais, realçando que este modelo de internamento domiciliário permite aumentar a capacidade de internamento disponível, reduzir custos de ocupação hospitalar e manter a qualidade dos cuidados.
Segundo os dados disponibilizados, nos primeiros seis meses deste ano, a UHD registou um crescimento direto de 16% de altas, face ao mesmo período de 2025, e mais de 80% das admissões provêm diretamente do serviço de urgência, o que permite uma melhor gestão da capacidade de internamento do hospital.
“A expansão e resultados clínicos positivos da hospitalização domiciliária demonstram que é possível fazer o tratamento dos doentes com a mesma qualidade clínica, mas em ambiente mais favorável, com recurso a tecnologia para monitorização do doente e análise de dados garantindo também maior eficiência para o sistema”, considerou José Bento, presidente do conselho de administração do Hospital de Cascais.
A demora média em internamento domiciliário é menor do que no internamento convencional, com maior conforto e qualidade clínica equivalente, referiu ainda o hospital, ao considerar que, do ponto de vista clínico, a capacidade de acompanhar utentes em fase aguda no seu ambiente familiar, com uma resposta imediata no caso de intercorrências, “representa avanço significativo”.
SO/LUSA
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