26 Jul, 2019

Governo tem 150 mihões para novo Hospital Central do Alentejo

O Governo autorizou a ARS do Alentejo a celebrar o contrato de empreitada para a construção do novo Hospital Central do Alentejo, em Évora.

Na conferência de imprensa realizada no final da reunião do Conselho de Ministros, a titular da pasta da Saúde, Marta Temido, explicou que a resolução aprovada vai “autorizar a ARS do Alentejo a assumir a realização da despesa no montante máximo de cerca de 150 milhões de euros”.

O Governo determinou também “a repartição de encargos com esta despesa por quatro anos”, até 2023, referiu a ministra da Saúde, indicando que “as verbas a afetar ao projeto estão inscritas e serão verbas também a inscrever no orçamento da ARS do Alentejo”.

A ministra realçou que o novo Hospital Central do Alentejo destina-se a substituir o atual Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) e vai “funcionar como hospital central para toda a região do Alentejo”.

A futura unidade hospitalar, disse, vai ter “um elevado ‘plateau’ tecnológico, que permite responder às necessidades assistenciais de toda a população do Alentejo, reduzindo significativamente o recurso a cuidados fora da região, quer ao nível das camas de cuidados intensivos e intermédios, quer ao nível das salas de bloco operatório e de recobro”.

Por outro lado, acrescentou, “o projeto tem uma incidência significativa de áreas de ambulatório, acompanhando as modernas tendências de prestação de cuidados, e irá garantir também um conjunto de novas especialidades, como cirurgia plástica, vascular e imunoalergologia, infecciologia e neurologia, entre outras”.

Marta Temido assinalou ainda que “a candidatura ao financiamento comunitário está preparada” e que “o prazo para a sua entrega acontecerá até ao final de setembro”.

A empreitada vai ser financiada por fundos comunitários do programa Portugal 2020, através de apoios do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). O novo hospital, que será construído na periferia de Évora, vai ter um edifício que ocupará uma área de 1,9 hectares e que terá uma lotação de 351 camas em quartos individuais, que pode ser aumentada, em caso de necessidade, até 487 camas.

A futura unidade hospitalar vai dar resposta às necessidades de toda a população do Alentejo, com uma área de influência de primeira linha que abrange cerca de 200 mil pessoas e, numa segunda linha, mais de 500 mil pessoas.

A infraestrutura contará com 11 blocos operatórios, três dos quais para atividade convencional, seis para atividade de ambulatório e dois para atividade de urgência, cinco postos de pré-operatório e 43 postos de recobro.

LUSA/SO

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