15 Jun, 2020

Governo quer contratar novos intensivistas. Número de camas nas UCI subiu 23%

Ministério da Saúde tenta reter no SNS todos os recém-especialistas de Medicina Interna. Número de camas em UCI subiu mas vai continuar abaixo da média europeia.

O Ministério da Saúde prevê contratar todos os recém especialistas de Medicina Interna (cerca de 30) que estão a concluir o internato nessa área, avança o Jornal de Notícias. O objetivo é reforçar os serviços de medicina intensiva, numa altura em que o número de camas nestes serviços aumentou 23%, de 629 para 819 desde o início da pandemia.

O processo de contratação destes jovens médicos pode agora avançar, uma vez que as provas de avaliação final de internato, suspensas em março, foram retomadas na semana passada. Antes de contratar, porém, o Ministério liderado por Marta Temido tem ainda de esperar pela homologação das provas, feitas pelo Conselho Nacional de Internato Médico.

A intenção de reter no SNS todos estes recém-especialistas surge numa altura em que o governo se viu obrigado a reforçar as Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), garantindo uma capacidade de resposta robusta para fazer face a um eventual aumento dos casos graves associados à infeção por Covid-19.

Portugal, que tinha no início deste ano, o mais baixo rácio de camas de medicina intensiva por cem mil habitantes (4,2), quer chegar ao final de 2020 com um rácio de 9,4 camas, ainda assim abaixo da média europeia, que situa nas 11,5 camas/100 mil hab.

Os cuidados prestados nas UCI são, na sua maioria, assegurados por médicos especialistas em Medicina Interna e Anestesiologia e que têm a competência em Medicina Intensiva dada pela Ordem dos Médicos.

TC/SO

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