24 Set, 2018

Fundamentos sobre contraceção de emergência, segundo o ginecologista Vítor Caeiro

Levonorgestrel 1,5 mg é o mais usado e mais conhecido contracetivo de emergência do mercado, apresentando uma eficácia semelhante a qualquer outro contracetivo hormonal de emergência. Com um preço mais acessível, o levonorgestrel não está contra-indicado no período da amamentação nem na toma concomitante de inibidores da bomba de protões. Para além disso, é recomendado pela DGS.

A ocorrência de uma gravidez não desejada, ou não planeada é a maior preocupação após o ato sexual. O conhecimento da existência de métodos de Contraceção de Emergência (CE) deve estar presente nos parceiros sexuais, constituindo a última oportunidade de prevenir uma eventual gravidez.

Quando pela utilização incorreta dos métodos contracetivos habituais, ou na sua ausência, existir risco de ocorrer uma gravidez não programada, o conhecimento da existência de métodos de Contraceção de Emergência (CE) deve estar presente nos parceiros sexuais, constituindo a última oportunidade de prevenir uma eventual gravidez.

Pretende-se nesta abordagem, definir o conceito de Contraceção de Emergência, referir os diferentes tipos e respetivos mecanismos de ação, eficácia e aconselhamento após a sua utilização.

Define-se por CE, todo o método contracetivo utilizado para prevenir a gravidez após relações sexuais desprotegidas, ou em que tenha havido falha do método contracetivo utilizado.

Em Portugal, a regulamentação da CE está prevista na Lei nº 12/2001, onde no ponto 1 do Artº 2º “… considera-se Contraceção de Emergência a utilização pela mulher de uma pílula anticoncecional, nas primeiras 72 horas após uma relação sexual não protegida, não consentida, ou não eficazmente protegida por qualquer outro meio anticoncecional regular.”

A CE é segura e pode ser utilizada sempre que a mulher estiver em risco de ter uma gravidez não desejada/não programada.

O risco de gravidez após uma relação sexual não protegida está presente nas 120 horas seguintes, subjacente à sobrevivência dos espermatozoides no aparelho genital feminino, devendo por isso, ser neste intervalo de tempo que a mulher deve recorrer à Contraceção de Emergência.

A determinação do risco de gravidez é complexa e depende de vários fatores incluindo a data da ovulação, a fertilidade do casal e o uso ou não de contraceção.

O período fértil é muito variável, particularmente nas mulheres com ciclos irregulares, pelo que definir o momento preciso da ovulação pode ser difícil na prática clínica; o ciclo menstrual inicia-se no 1º dia do período menstrual, devendo a ovulação ocorrer entre o 10º e o 17º dia do ciclo, na maioria das mulheres.

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