19 Fev, 2019

Fabricante chinesa recolhe produtos que podem estar contaminados com peste suína africana

A Sanquan Food, a maior fabricante chinesa de alimentos congelados, disse na segunda-feira que recolheu produtos que podem estar contaminados com a peste suína africana, após relatos na imprensa de que alguns dos seus produtos teriam dado positivo nos testes do vírus.

Os produtos em causa são os dumplings, um prato tradicional da cozinha chinesa que consiste em bolas de massa recheada com carne ou peixe cozinhados.

A Sanquan afirmou, em comunicado, citada pela agência Reuters, que recolheu todos os produtos suspeitos de contaminação, referindo relatórios sobre contaminação em três lotes de dumplings de carne de porco. A empresa disse ainda que está a cooperar com as autoridades locais numa investigação, não tendo confirmado nenhum dos relatórios, adiantando que cada lote de carne de porco veio de fornecedores de qualidade e foi certificado pelas autoridades competentes.

Na sexta-feira, a Beijing News afirmou que o vírus foi detetado em dezenas de amostras de produtos processados ​​de carne de porco vendidos na província chinesa de Gansu, no noroeste do país. As amostras positivas, confirmadas pelas autoridades locais, de acordo com o relatório, vieram de 11 empresas diferentes, incluindo Sanquan, Kedi Group e Synear.

A Reuters menciona ainda outro relatório divulgado na sexta-feira pelo Economic Observer que indica que os produtos Sanquan vendidos na província de Hunan também tiveram resultados positivos nos testes para o vírus.

Face às notícias publicadas, o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais informou que constituiu uma equipa de inspeção para investigar o assunto e pediu às empresas envolvidas para analisarem a origem da carne suína usada nos produtos alegadamente contaminados e reforçarem os testes de deteção.

Estima-se que o consumo de produtos derivados de suínos em 2018 caiu em de 0,5%, devido ao receio dos consumidores em relação à segurança, disse à Reuters no final de janeiro a empresa de investigação de mercado Euromonitor International. Contudo, este ano espera-se que o consumo seja ligeiramente superior ao do ano anterior em 41,3 milhões de toneladas.

Mónica Abreu Silva

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