16 Jan, 2019

Em pouco mais de 5 meses, Ébola matou 400 pessoas na RD Congo

As vítimas mortais pela epidemia de Ébola que desde 01 de agosto afeta a República Democrática do Congo (RDCongo) ultrapassaram esta semana as 400, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde congolês.

De acordo com o mais recente relatório do Ministério da Saúde congolês,  a que a Lusa teve acesso, o vírus do Ébola provocou a morte de 402 pessoas entre 658 casos de contaminação até 14 de janeiro, afetando as províncias congolesas de Kivu Norte e Ituri.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde congolês indicam que a maioria dos mortos devido à contaminação com o vírus ocorreu em Beni, na província de Kivu Norte, localizada na região do grupo armado Forças Democráticas Aliadas (ADF, na sigla em inglês), que multiplicou os ataques contra civis, o que complicou a resposta sanitária.

Esta epidemia de Ébola, que se transmite por contacto físico através de fluidos corporais infetados e que provoca febre hemorrágica, foi constatada em Mangina, na província de Kivu Norte.

O Governo da RDCongo admitiu que a epidemia de Ébola é já a maior da história do país relativamente ao número de contágios.

A RDCongo foi atingida nove vezes pelo Ébola, depois da primeira aparição do vírus naquele país africano, em 1976.

Em 1995, o vírus do Ébola provocou a morte a 250 pessoas na cidade de Kikwit, na província de Kwilu, no sudoeste da RDCongo.

É a primeira vez que uma epidemia de Ébola é declarada numa zona de conflito, onde existe uma centena de grupos armados, o que leva à deslocação contínua de centenas de milhares de pessoas que podem ter estado em contacto com o vírus.

A insegurança complica e limita o trabalho dos profissionais de saúde que sofrem ataques ou mesmo sequestros realizados por grupos rebeldes.

com LUSA

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