20 Nov, 2019

Deputados do PS questionam Governo sobre escassez de médicos no Hospital do Litoral Alentejano

Marta Temido confirma “a escassez de recursos humanos recorrentemente reclamada” e que diligências foram ou serão tomadas para contrariar os problemas.

Deputados do PS questionam Governo sobre escassez de médicos no Hospital do Litoral Alentejano

Os deputados do PS eleitos pelo círculo de Setúbal questionaram o Governo sobre a escassez de médicos no Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém, após o aumento da contestação de utentes e profissionais.

Os nove deputados socialistas por Setúbal querem saber se o Ministério da Saúde desenvolveu algum procedimento face aos constrangimentos relacionados com a escassez de recursos humanos, nomeadamente médicos e enfermeiros nesta unidade hospitalar que abrange os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira, no litoral alentejano.

“Nos últimos dias, assistiu-se a um aumento da contestação sobre esta questão, por parte dos utentes, potenciado no dia 12 de novembro pela afixação de um comunicado do chefe de equipa da urgência médico-cirúrgica” a alertar para uma “equipa médica fortemente desfalcada” e “com tempos de espera largamente ultrapassados”, lê-se num comunicado enviado hoje PS à agência Lusa.

Afirmando-se preocupados com “a possibilidade de não estar a ser assegurada a devida prestação de serviços de saúde” à população do litoral alentejano, os deputados querem saber o que o Governo pretende fazer face à “desresponsabilização assumida por parte do chefe de equipa da urgência médico-cirúrgica perante eventuais ocorrências”.

“Qual foi o tempo médio de espera, no período compreendido entre as 20:00 do dia 12 [novembro] e as 08:00 do dia 13 de novembro”, questionaram os parlamentares, entendendo que “devem ser clarificadas as condições de resposta” do HLA.

Os deputados pretendem ainda saber se o conselho de administração do hospital “desenvolveu algumas diligências sobre esses acontecimentos”, se o Ministério da Saúde, tutelado por Marta Temido, confirma “a escassez de recursos humanos recorrentemente reclamada” e que diligências foram ou serão tomadas para contrariar os problemas.

SO/Lusa

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