31 Ago, 2018

Cuidados continuados em Vinhais depois de dez anos à espera

A Unidade de Cuidados Continuados (UCC) de Vinhais recebeu na quarta-feira o primeiro utente, depois de uma década de espera por um equipamento com 20 camas para pessoas a necessitarem de cuidados de saúde depois da alta hospitalar.

A Santa Casa da Misericórdia de Vinhais é a responsável pelo equipamento que, como explicou à Lusa o provedor, António Alberto Rodrigues, vai ter a gestão do hospital privado da Irmandade do Terço do Porto.

A unidade está integrada na rede nacional de Cuidados Continuados e para lá podem ser encaminhados doentes de todo o país. Todavia, os responsáveis destacam a importância para o concelho de Vinhais, com uma população envelhecida e dispersa, que até agora estava sujeita a internamento distante de casa com deslocações dispendiosas para visitas.

Como disse à Lusa o provedor da Misericórdia de Vinhais, o edifício estava pronto há quase dez anos, sem que tivessem conseguido os acordos para a criação de vagas no concelho, uma decisão tomada recentemente pelo Governo central.

Com o passar do tempo, explicou, o equipamento ficou desatualizado e foram necessárias mais obras de adaptação aos serviços prestados.

No total, a unidade implicou um investimento de 1,5 milhões de euros, com o provedor a realçar “o papel da Câmara Municipal no desbloquear deste processo”. A abertura deste serviço vai criar “14 a 15 postos de trabalho” no concelho transmontano, segundo ainda António Alberto Rodrigues.

A Santa Casa é a dona da obra, mas quem vai explorar o serviço é o Hospital do Terço, com a denominação “Envolve Vinhais”. O acordo entre as duas entidades vigora “até junho de 2019” e o provedor da Misericórdia de Vinhais adiantou que vai tentar que se prolongo depois dessa data.

A Câmara de Vinhais divulgou uma nota em que “a abertura deste apoio é importantíssima para o concelho, pela implementação de um apoio social a diversas famílias que necessitam destes serviços, sendo também um fator de criação de postos de trabalho que permitem a fixação de população”.

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