29 Jul, 2019

Cruz Vermelha Portuguesa analisa hoje medidas para aumentar rendimentos

A Cruz Vermelha aprecia e vota hoje medidas de reestruturação que visam aumentar as receitas como a dinamizaçãodo Palácio de Conde d´Óbidos e o pagamento de quotas pelas delegações

As medidas vão ser apresentadas pela comissão criada pela CVP para propor soluções que aumentem os rendimentos da instituição na Assembleia-Geral da Cruz Vermelha Portuguesa, que se realiza hoje para aprovar o relatório de contas referente a 2018, disse à agência Lusa o presidente da instituição, Francisco George.

“Vão ser apreciadas as medidas de reestruturação que visam aumentar os rendimentos em particular do Palácio de Conde d´Óbidos”, nomeadamente a promoção de iniciativas que aumentem as receitas dos alugueres do espaço onde funciona a sede nacional da CVP, adiantou Francisco George.

Na assembleia-geral irá também ser a apreciada e votada uma proposta sobre “quotas que as delegações irão pagar à sede nacional”.

“É preciso dinamizar os resultados que resultam do aluguer dos salões do palácio e é nessa perspetiva que vamos ver as propostas que a comissão apresentará, como também as quotas que serão pagas pelas delegações à sede nacional”, afirmou.

Por outro lado, vai ser aprovado o relatório de contas da CVP de 2018, sobre o qual “há boas notícias, mas também más notícias”.

Uma das boas notícias é que “há um aumento do rendimento de 8% quando comparado com 2017”, o que representa mais 73 milhões de euros.

Francisco George salientou que, destes resultados, “apenas 11% resultam de subsídios do Estado, o restante é produto dos trabalhos e das prestações de serviço conduzidas pela Cruz Vermelha Portuguesa, que alcançam um resultado positivo de 1,3 milhões”.

Entre as notícias “menos boas” esta “a constatação” do aumento de gastos com pessoal de 8% face ao ano anterior, que é superior ao aumento do salário mínimo nacional.

Portanto, defendeu, é necessário “rever a política de carreiras e de recursos humanos da Cruz Vermelha Portuguesa”.

Questionado pela Lusa se iria haver alguma reestruturação a nível de recursos humanos, Francisco George afirmou que não, explicando que o que existe é a “necessidade de impedir que se repitam situações destas”.

SO/Lusa

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