26 Fev, 2020

Covid-19: SIM exige medidas de proteção para profissionais de saúde

Sindicato fala na necessidade de “reforço urgente” dos ‘stocks’ de equipamentos de proteção individual para fazer frente ao coronavírus.

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) exige a criação de “medidas de proteção” para os profissionais de saúde, como o “reforço urgente” dos ‘stocks’ de equipamentos de proteção individual, devido à epidemia do novo coronavírus.

De acordo com o comunicado divulgado pelo sindicato médico, o “elevado número de doentes regressados de Itália que recorreram nos últimos dias presencialmente” a várias unidades de saúde mostra que “é premente a capacitação” destes serviços, incluindo o “aumento substancial da capacidade de diagnóstico laboratorial, bem como a criação de equipas dedicadas de vigilância epidemiológica”.

Por isso, o sindicato exige a criação de “medidas de proteção dos profissionais de saúde, com reforço urgente dos ‘stocks’ de equipamento de proteção individual e a rápida divulgação” do Plano de Contingência Nacional.

“O Ministério da Saúde, em vez de se envolver em atividades de propaganda, devia estar a investir numa forte campanha de comunicação com informação preventiva em saúde, no âmbito da presente ameaça, junto da população” e dos viajantes, prossegue a nota.

O SIM faz também um apelo à alteração do Código do Trabalho, “para que o isolamento profilático seja incluído nas faltas justificadas”.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou, na segunda-feira, que ativou os hospitais de Santa Maria e S. José (Lisboa), Coimbra e Santo António (Porto) para validar casos suspeitos de infeção pelo Covid-19.

Até à data apenas estavam ativados como hospitais de referência para estes casos o Curry Cabral e o Dona Estefânia, em Lisboa, e o S. João, no Porto.

Além destas três unidades, passam a estar em prontidão para a eventualidade de surgirem mais casos suspeitos, devidamente validados por médicos, os hospitais de Santa Maria e S. José, Santo António e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (incluindo o hospital pediátrico).

A DGS anunciou ainda que vai alargar a distribuição de folhetos informativos sobre o novo coronavírus aos voos que cheguem a Portugal provenientes de Itália.

O surto do Covid-19, que começou na China no final do ano, já matou mais de 2.700 pessoas e infetou mais de 80 mil, de acordo as autoridades de saúde dos cerca de 30 países afetados.

Além dos mortos registados na China continental, onde o surto começou, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Hong Kong, Filipinas, França e Taiwan.

Em Portugal, já houve 17 casos suspeitos, que resultaram negativos após análises.

Um tripulante português de um navio de cruzeiros que se encontra de quarentena no porto de Yokohama, no Japão, foi declarado infetado e foi transferido para um hospital japonês.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e alertou, na segunda-feira, para uma eventual pandemia, considerando muito preocupante o aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.

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