9 Jun, 2020

Covid-19: Pode ser preciso um ano para recuperar as cirurgias adiadas

A previsão é de um estudo feito por vários investigadores da Universidade de Birmingham, no Reino Unido

A lista de inscritos para cirurgias na região norte tinha, no inicio de maio, quase 91 mil doentes, o que equivale a uma descida de 10% em relação a fevereiro. Este número é o mais baixo desde janeiro de 2018, de acordo com os dados da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS).

Na região norte do território português, a suspensão das consultas e dos exames de diagnóstico levou à quebra do número de doentes inscritos para uma operação e também ao aumento do tempo de espera.

O adiamento e cancelamento de consultas e cirurgias durante quase mais de dois meses, levou a que a maioria das intervenções consideradas prioritárias e muito prioritárias fossem feitas já depois dos prazos recomendados.

 

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Segundo o relatório da ARS, a 7 de maio, o tempo médio de espera para os doentes que precisam de ser operados era de 4,1 meses, um número que já não se registava desde janeiro de 2008. O relatório revela ainda que 30,5% das cirurgias já ultrapassaram o período de espera previsto pela lei. São 27.000 os doentes que em situação normal, já teriam sido operados.

Na semana passado, o bastonário da Ordem dos Médicos alertou para o facto de haverem mais cirurgias por realizar do que o anunciado. Miguel Guimarães afirmou que “quando a ministra da Saúde diz que faltam recuperar 51 mil doentes aos quais adiaram as cirurgias, são os 51 mil que estão em lista de espera, mas durante três meses podíamos ter inscrito 50 ou 100 mil doentes para serem operados e não inscrevemos porque tudo ficou mais ou menos parado”.

No estudo realizado pela Universidade de Birmingham é ainda adiantado que mesmo que os hospitais aumentem em 20% o número de intervenções em relação ao período pré-pandemia, vão ser precisos 11 meses para recuperar todas as intervenções cirúrgicas adiadas devido à pandemia da Covid-19.

SO/RTP

 

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