“Esta pandemia está controlada, mas não acabou. Não podemos facilitar. Quando facilitamos os surtos acontecem. Temos de manter as medidas preconizadas pela Direção-Geral da Saúde“, referiu Miguel Guimarães.

Questionado se considera que Portugal está preparado para uma segunda vaga do surto pelo novo coronavírus, Miguel Guimarães foi direto na resposta afirmativa, falou no reforço dos hospitais, no conhecimento “maior que o mundo vai tendo sobre a doença”, e no Dia do Médico recordou o “grande desafio” que está a constituir esta pandemia, elogiando, aplaudindo e agradecendo aos profissionais de saúde.

“A Ordem dos Médicos na reunião do conselho nacional aprovou uma homenagem grande que vamos fazer a todos os médicos que irá ficar para a história, pedirmos uma escultura como homenagem a todos os médicos portugueses”, revelou.

Miguel Guimarães falava aos jornalistas no Porto, à saída de uma visita aos Hospital de São João, unidade hospitalar que recebeu a 02 de março o primeiro caso de covid-19 em Portugal e na qual, de acordo com dados transmitidos hoje pela Ordem dos Médicos, “à altura do pico” chegaram internados 200 doentes ao mesmo tempo, 80 doentes críticos, cerca de 60 em cuidados intensivos e 20 em cuidados intermédios.

“Seguramente este é o hospital que mais testes fez nas suas instalações e o que teve mais doentes. Tratou 2.030 doentes, seguiu em ambulatório 1.700 doentes, teve 1.040 internados e 130 em cuidados intensivos. O Hospital São João representa hoje todos os hospitais portugueses e os médicos que cá trabalham representam todos os médicos portugueses. Hoje quero-lhes agradecer o trabalho magnifico que fizeram e a capacidade de liderança que existiu”, disse Miguel Guimarães num Dia do Médico diferente depois de terem sido canceladas as comemorações agendadas para Lisboa e Porto.

SO/LUSA

 

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