22 Abr, 2026

Ana Paula Martins admite falhas na gestão da greve do INEM e ausência de serviços mínimos

A ministra da Saúde reconheceu no Parlamento que a gestão das greves que afetaram o INEM em 2024 “podia ter sido mais bem feita” e admitiu que o instituto poderá não ter identificado a possibilidade de negociar serviços mínimos durante a paralisação.

Ana Paula Martins admite falhas na gestão da greve do INEM e ausência de serviços mínimos

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, admitiu hoje que houve falhas na gestão das greves que afetaram o INEM no final de 2024 e reconheceu que a questão dos serviços mínimos poderia ter sido equacionada.

Na comissão parlamentar de inquérito ao Instituto Nacional de Emergência Médica, a governante afirmou que “a gestão podia ter sido mais bem feita”, referindo-se à greve às horas extraordinárias iniciada pelo Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), que coincidiu com a greve da função pública, entre 30 de outubro e 4 de novembro.

“Hoje sabemos disso”, afirmou a ministra perante os deputados.

Durante a audição, Ana Paula Martins recordou um parecer do Conselho Superior do Ministério Público, solicitado pelo ex-ministro Paulo Macedo, segundo o qual as greves às horas extraordinárias são legais, mas, tratando-se de serviços de saúde que asseguram cuidados urgentes e inadiáveis, devem prever negociação de serviços mínimos.

Questionada sobre uma eventual falha da direção do INEM por não ter contestado a ausência desses serviços mínimos, a ministra admitiu essa possibilidade.

“Admito, por aquilo que hoje sei, que o INEM não se terá apercebido de que tinha esta possibilidade”, afirmou.

As declarações surgem no âmbito da comissão de inquérito que procura apurar responsabilidades políticas, técnicas e operacionais relacionadas com a atuação do INEM, incluindo o período da greve.

Durante essa paralisação, registaram-se 12 mortes, três das quais associadas a atrasos no socorro, segundo a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde.

LUSA/SO

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