11 Jan, 2019

“A culpa do elevado tempo de espera para consulta está na falta de recursos humanos”, afirma Prof. João Morais

O presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) lamenta o tempo de espera por uma consulta da especialidade, apontando para a falta de recursos humanos no Serviço Nacional de Saúde como a principal causa deste problema.

Num comunicado enviado ao Saúde Online, é garantido que a SPC está “bastante preocupada” com esta situação, considerando que se deve “essencialmente à falta de recursos humanos, mais do que a questões de organização”.

“O grande problema da Saúde em Portugal, neste momento, prende-se com a falta de recursos humanos. O Serviço Nacional de Saúde está cada vez mais a ser esvaziado dos seus profissionais médicos e não médicos e isso tem um preço, que estamos agora a pagar. Se a isso associarmos o facto de as vagas em Cardiologia não terem sido planeadas convenientemente, há hoje hospitais com uma clara falta de profissionais pelo que é natural que alguns deles não consigam dar resposta às solicitações em tempo útil”, alerta o presidente da SPC, o Prof. João Morais, citado em comunicado.

A mesma nota recorda ainda os tempos máximos de resposta definidos na Portaria nº. 153/2017 para situações sem carácter de urgência,  em que, no caso da Cardiologia, para as primeiras consultas em situação de doença cardíaca suspeita ou confirmada, o tempo de diagnóstico completo e de apresentação da proposta terapêutica ficou estabelecido em 15 a 45 dias após a indicação clínica para os doentes prioritários (nível 2) e 45 dias seguidos após a indicação clínica para os doentes eletivos (nível 1), incluindo-se nestes tempos a realização dos meios complementares de diagnóstico e terapêutica que sejam necessários para estabelecer o diagnóstico, elaborar a proposta terapêutica e a apresentação à cirurgia ou à intervenção cardiológica. Para a primeira consulta de especialidade hospitalar, o diploma fixou um tempo máximo de 120 dias seguidos a partir do registo do pedido da consulta efetuado pelo médico assistente através do Sistema Integrado de Gestão do Acesso dos utentes ao SNS.

Comunicado/SO

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