7 Mai, 2020

Centro Hospitalar da Cova da Beira contraria médicos e nega falta de material de proteção

O Centro Hospitalar nega falta de material de proteção, ao contrário do que foi denunciado pela Secção do Centro da Ordem dos Médicos.

Centro Hospitalar da Cova da Beira contraria médicos e nega falta de material de proteção

Em comunicado, esta instituição sediada na Covilhã, lembra que é citada no estudo da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) e questiona a “legitimidade” do estudo, refutando “em absoluto qualquer indício de falta de material ou equipamentos de proteção individual, quer para profissionais, quer para utentes”.

“Importa referir que o CHUCB desconhece os métodos e critérios subjacentes ao referido estudo da SRCOM, que alega que ‘1.003 respostas validadas de médicos que trabalham em hospitais e centros de saúde da região apontam para a falta de pelo menos um tipo de material essencial para o combate à covid-19′, questionando-se assim a legitimidade do mesmo”, é referido.

O CHUCB frisa ainda que, desde o primeiro momento, “envidou todos os esforços, financeiros e logísticos, na aquisição de dispositivos médicos e material/equipamentos de proteção individual, preparando-se desta forma para o pior dos cenários”.

“Assim, em sintonia com a tutela, foram adquiridos e também recebidos a título de donativo os materiais em apreço, nunca se tendo verificado qualquer carência ou rotura de ‘stock’ de equipamentos de proteção individual, nomeadamente máscaras cirúrgicas e/ou fatos de proteção integral”, acrescenta.

De acordo com o referido, o ‘stock’ diário do CHUCB em termos de equipamentos de proteção individual e demais materiais de proteção é “sempre superior ao consumo diário necessário” e a sua reposição é assegurada diariamente através de “kits integrais preparados para o efeito”.

“Desde o início da pandemia, o CHUCB regista um consumo médio mensal na ordem das 25.000 máscaras cirúrgicas e faz o reporte diário do ‘stock’ de equipamentos de proteção individual para a Administração Regional de Saúde para os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, nunca tendo havido necessidade de recorrer à reserva nacional”, salienta.

O CHUCB também destaca que, “desde 01 de janeiro de 2020, não existe na instituição nenhuma notificação feita por profissionais de saúde, de incidente ou evento adverso, relativo a falta de equipamento de proteção individual”.

O CHUCB integra o Hospital Pêro da Covilhã e o Hospital do Fundão.

Na segunda-feira, um estudo da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) revelou graves carências de material de apoio e de proteção no combate à pandemia da covid-19 no Serviço Nacional de Saúde.

Segundo as conclusões do estudo, a que a agência Lusa teve acesso, 88% das 1.003 respostas validadas de médicos que trabalham em hospitais e centros de saúde da região apontam para a falta de “pelo menos um tipo de material essencial para o combate à covid-19”.

SO/LUSA

 

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