29 Abr, 2020

Enfermeiros em Santarém queixam-se de escassez de material de proteção mas hospital nega

Denúncia é do Sindicato dos Enfermeiros. A administração do hospital assegura não ter tido qualquer comunicação de rotura por parte dos profissionais.

Em comunicado divulgado hoje, o SEP afirma que a “escassez de material de proteção individual (EPI), nomeadamente, batas impermeáveis, máscaras P2 e luvas”, tem sido sentida, “por períodos”, entre os profissionais do Hospital Distrital de Santarém (HDS).

Questionado pela Lusa, o conselho de administração do HDS reconhece que, fruto da pandemia da covid-19, o “aumento substancial” de consumo destes equipamentos tem implicado “uma gestão minuciosa e criteriosa diária”, até pela dependência do fornecimento por fontes externas, que são “escassas”.

Contudo, assegura que os profissionais do HDS, entre os quais os de enfermagem, “nunca tiveram a sua segurança em causa por falta ou mau uso” dos EPI e que nunca foi comunicada à administração, por parte destes, “qualquer falha ou rotura” que comprometesse a continuidade da sua laboração.

No seu comunicado, o SEP manifesta ainda indignação por estarem a decorrer, “em plena pandemia”, as obras de remodelação do parque de estacionamento do HDS, o qual irá funcionar com pagamento à hora, medida que vai abranger os profissionais, o que o sindicato considera “vergonhoso”.

A administração afirma que a obra, que se insere num conjunto de intervenções programadas no HDS, tinha início previsto no segundo semestre de 2019, decorrendo agora por “vicissitudes” da empresa construtora.

Para o Conselho de Administração do HDS, presidido por Ana Infante, o momento surge até como “mais adequado”, por se registar menos afluência de utentes e profissionais.

Por outro lado, afirma que a gestão do parque de estacionamento “obedece a regras idênticas às praticadas na generalidade dos hospitais” do Serviço Nacional de Saúde.

Segundo o SEP, a intervenção é da responsabilidade do SUCH (Serviço de Utilização Comum dos Hospitais), empresa pública sem fins lucrativos, com um custo de 1 milhão de euros.

A administração afirma que, na altura da assinatura do protocolo, o projeto foi dado a conhecer a todos os profissionais.

O SEP lamenta que não tenha sido dado “qualquer valor à opinião dos profissionais” e que esta tenha sido “ignorada”.

SO/LUSA

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