27 Ago, 2026

Ministra garante serviços minimos se greve no INEM não for suspensa

Em 13 de agosto, o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar anunciou dois dias de greve dos técnicos do INEM, a maior classe profissional do instituto, contra medidas de reorganização de meios que têm sido tomadas pelo conselho diretivo.

Ministra garante serviços minimos se greve no INEM não for suspensa

A ministra da Saúde anunciou que serão marcados serviços mínimos se a greve dos técnicos do INEM, marcada para 14 e 28 de setembro, não for suspensa.

Se a greve não for suspensa, “naturalmente que temos que garantir os serviços mínimos”, disse Ana Paula Martins aos jornalistas no Ministério da Saúde numa declaração sem direito a perguntas.

A ministra, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) estiveram hoje reunidos durante três horas e meia, tendo Ana Paula Martins referido que “houve um esforço de aproximação”, mas ainda não foi possível chegar a um entendimento.

O presidente do sindicato, Rui Lázaro, também admitiu aproximações, mas disse no final do encontro que, para já, a greve se mantém.

Ana Paula Martins referiu que a reunião “decorreu de forma muito construtiva, apesar de não ter ainda sido possível chegar a um entendimento” sobre as revindicações do sindicato.

A ministra disse ainda que tem como objetivo “assegurar aos portugueses o acesso aos cuidados de saúde”, indicando que no centro das medidas governativas estará “a prestação do melhor serviço aos cidadãos”.

Segundo a ministra da Saúde, para a semana haverá uma análise mais detalhada das reivindicações do STEPH por parte do presidente do INEM, “não havendo, naturalmente, por agora, qualquer compromisso das partes” em relação ao desfecho da situação.

Em 13 de agosto, o STEPH anunciou dois dias de greve dos técnicos do INEM, a maior classe profissional do instituto, contra medidas de reorganização de meios que têm sido tomadas pelo conselho diretivo, num processo que levou ao extremar de posições nas últimas semanas.

Em concreto, o sindicato pretende que o INEM desista de transformar as ambulâncias de suporte imediato de vida em veículos ligeiros, alegando que isso retira capacidade de transporte de doentes, e que alargue a rede de ambulâncias de emergência até final de 2027.

O STEPH considera que a reorganização de meios representa uma diminuição da capacidade de socorro, comprometendo a prestação de cuidados de emergência médica pré-hospitalar, uma redução que o INEM tem desmentido por várias vezes, contrapondo com o reforço da resposta que será dada à população.

A última greve do INEM, em 04 de novembro de 2024, coincidiu com uma paralisação da administração pública e registaram-se 12 mortes, três das quais associadas a atrasos no socorro, segundo a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).

SO/LUSA

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