21 Jul, 2026

Projeto HÉRCULES. Multidisciplinaridade permite “visão integrada, robusta e real” da doença renal crónica em Portugal

Os órgãos consultivos e científicos do projeto HÉRCULES – o estudo da Boehringer Ingelheim que vai dar uma visão real do impacto da doença renal crónica em Portugal – conta com um painel de especialistas de diferentes áreas do conhecimento nos órgãos consultivos e científicos.

Projeto HÉRCULES. Multidisciplinaridade permite “visão integrada, robusta e real” da doença renal crónica em Portugal

Em Portugal, milhares de pessoas vivem com doença renal crónica (DRC) sem o saber, já que a DRC é uma patologia silenciosa, progressiva e frequentemente diagnosticada demasiado tarde, apesar de associada a doenças cardiovasculares e metabólicas. Na maioria das vezes, é detetada em fases tardias, quando a função renal já se encontra significativamente comprometida. Globalmente, estima-se que afete cerca de 700 milhões de pessoas, representando até 10% da população adulta.

Tendo em conta que faltam dados concretos para dar maior visibilidade à DRC e ao seu impacto na saúde, a Boehringer Ingelheim (BI) iniciou o HÉRCULES, o primeiro estudo nacional de prevalência da DRC em Portugal. “Com o projeto HÉRCULES, queremos saber qual a carga da doença renal crónica e das condições frequentemente associadas, contribuindo para melhores cuidados de saúde.  A combinação de duas abordagens científicas – um estudo de prevalência populacional e um estudo retrospetivo baseado em registos eletrónicos de saúde – vai permitir, pela primeira vez, obter uma visão integrada, robusta e real do panorama nacional destas doenças”, realça a BI em comunicado.

Como se acrescenta: “Este é um verdadeiro exemplo do que acontece quando ciência, compromisso e colaboração se juntam, com o envolvimento da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais e de muitas pessoas que acreditam que conhecimento é o primeiro passo para melhores cuidados de saúde.”

Desde o início, o objetivo sempre foi reunir um Steering Committee e um Honor Committee que integrasse personalidades da saúde e  diferentes especialistas: Graça Freitas, ex-diretora geral da Saúde; Maria de Belém Roseira, ex-ministra da Saúde; Edgar Almeida, presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia; Carlos Aguiar, vice-presidente da Sociedade Europeia de Cardiologia; Anabela Rodrigues, presidente da Comissão de Implementação e Monitorização da Estratégia Nacional para a Doença Renal Crónica; Susana Heitor, coordenadora da Unidade Integrada de Diabetes na ULS Amadora/Sintra; Paula Freitas, presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo; João Pedro Nobre, coordenador da USF Rodrigues Miguéis; e Ricardo Mexia, epidemiologista no Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

Em suma, conta-se com especialistas em Gestão em Saúde, Nefrologia, Cardiologia, Medicina Interna, Endocrinologia, Medicina Geral e Familiar, Epidemiologia e Saúde Pública.

Para a BI, a escolha por uma equipa multidisciplinar revela a aposta no rigor científico, numa visão estratégica e num compromisso com a saúde pública. É precisamente esta estratégia que torna este projeto possível. “Porque gerar evidência do mundo real não é apenas fazer investigação. É criar bases sólidas para prevenção, diagnóstico precoce e melhores decisões em saúde pública”, realça Vanessa Pinto, Head of Market Access and Public Affairs na BI.

As equipas especializadas já estão no terreno a percorrer mais de 35 municípios, num trabalho de proximidade, que permitirá construir o retrato mais completo da realidade da DRC em Portugal para se conseguir apoiar futuras estratégias de prevenção e investir no diagnóstico precoce.

 

Conheça quem integra a equipa:

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