Altas proteladas no SNS são “prioridade nacional”
A ministra da Saúde classificou como prioridade nacional a resolução dos internamentos com alta clínica que continuam nos hospitais por falta de resposta social, defendendo soluções estruturais com o setor social.

Ana Paula Martins sublinhou que estes casos representam uma pressão significativa sobre o Serviço Nacional de Saúde, reduzindo a capacidade de resposta e agravando a ocupação de camas hospitalares em todo o país. Segundo a ministra, o fenómeno tem impacto equivalente ao encerramento de várias unidades hospitalares e exige medidas de curto, médio e longo prazo para reforçar a resposta social e libertar camas nos hospitais do SNS.
Falando no 15.º Congresso Nacional das Misericórdias, a governante indicou que, no final de abril, existiam 3.493 utentes em situação de alta protelada nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, o que representa uma redução estimada de 14,4% na capacidade de resposta do sistema. Para ilustrar a dimensão do problema, referiu que este volume de internamentos equivale ao fecho de 14 a 15 unidades hospitalares com cerca de 240 camas cada.
Ana Paula Martins afirmou ainda que a situação seria comparável ao encerramento simultâneo das ULS Santa Maria, São José e Lisboa Ocidental, considerando o cenário “insustentável”. Defendeu por isso a necessidade de acordos estruturais com o setor social, com duração mínima de 10 anos, de forma a aumentar a capacidade instalada fora do SNS e garantir respostas mais eficazes para estes doentes.
LUSA/SO
Notícia relacionada
Internamentos indevidos nos hospitais agravaram-se desde março, alertam administradores hospitalares










