13 Mai, 2026

Infarmed alerta setor para riscos no abastecimento de medicamentos devido à guerra no Médio Oriente

O Infarmed pediu às empresas do setor do medicamento e dispositivos médicos que avaliem riscos indiretos da guerra no Médio Oriente nas cadeias de abastecimento, reforcem a monitorização de stocks e comuniquem rapidamente eventuais falhas ou constrangimentos no fornecimento.

Infarmed alerta setor para riscos no abastecimento de medicamentos devido à guerra no Médio Oriente

O Infarmed solicitou aos vários agentes económicos do setor do medicamento que avaliem potenciais impactos indiretos do conflito no Médio Oriente nas cadeias de fornecimento de medicamentos e dispositivos médicos, alertando para riscos relacionados com matérias-primas, fornecedores e capacidade de abastecimento.

Numa nota publicada no seu site, a Autoridade Nacional do Medicamento pediu a fabricantes, importadores, distribuidores e restantes operadores do setor que reforcem os mecanismos de monitorização dos níveis de stock e da disponibilidade de produtos considerados críticos.

O regulador recomenda ainda que quaisquer dificuldades atuais ou previsíveis no abastecimento sejam comunicadas “com a maior brevidade possível”, de forma a permitir uma atuação preventiva.

A posição do Infarmed surge após uma reunião realizada em abril com representantes da Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED) e da Associação Portuguesa de Medicamentos pela Equidade em Saúde, ligada à indústria de genéricos e biossimilares.

Apesar de admitir que o agravamento do conflito no Médio Oriente poderá vir a afetar o abastecimento de determinados produtos de saúde no mercado europeu, o Infarmed sublinha que, até meados de abril, não tinham sido reportadas situações de rutura.

A autoridade manifestou também disponibilidade para acelerar a avaliação de processos relacionados com novos fabricantes, caso as empresas necessitem de ajustar fornecedores devido ao contexto internacional.

Além disso, pediu ao setor farmacêutico análises detalhadas sobre os impactos associados ao aumento dos custos de produção e transporte, num cenário marcado pela subida do preço de matérias-primas e logística.

No final de abril, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares já tinha alertado para dificuldades na aquisição de consumíveis hospitalares, como luvas e sacos, devido ao aumento dos preços provocado pela guerra no Médio Oriente.

Também a indústria farmacêutica admitiu recentemente que os custos acrescidos com materiais, transporte e energia poderão refletir-se no preço final dos medicamentos em Portugal.

LUSA/SO

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