13 Mai, 2026

Nuno Catorze assume liderança do Colégio da especialidade de Medicina de Urgência e Emergência

O Diretor do Departamento de Urgência e Medicina Intensiva da ULS do Médio Tejo, Nuno Catorze, foi eleito como o primeiro Presidente do Colégio da Especialidade de Medicina de Urgência e Emergência da Ordem dos Médicos.

Nuno Catorze assume liderança do Colégio da especialidade de Medicina de Urgência e Emergência

Sob o lema “Medicina de Urgência e Emergência: Consolidar a identidade, liderar o futuro”, o programa de ação da primeira direção do Colégio faz parte da ideia de que a criação da especialidade não é um ponto de chegada, mas o início de uma nova fase para a urgência e emergência em Portugal”, avança-se em comunicado. “A criação deste Colégio assinala uma nova etapa na consolidação da Medicina de Urgência e Emergência em Portugal, especialidade médica recentemente criada para responder, com formação própria, diferenciação técnica e organização específica, aos desafios da resposta urgente e emergente no Serviço Nacional de Saúde (SNS).”

Na Medicina de Urgência e Emergência, este primeiro Colégio da Ordem dos Médicos definirá a estruturação de uma nova especialidade, essencial para reforçar a segurança dos doentes, qualificar a resposta clínica e garantir maior sustentabilidade aos serviços de Urgência, tanto no contexto hospitalar como pré-hospitalar.

A Direção liderada por Nuno Catorze defende uma Medicina de Urgência e Emergência capaz de atuar nos momentos mais críticos da vida dos doentes, com competências próprias no diagnóstico, na decisão terapêutica, na estabilização clínica e na articulação entre o pré-hospitalar, o Serviço de Urgência e as restantes áreas hospitalares.

Ao mesmo tempo, aponta para a necessidade de melhorar circuitos assistenciais, reduzir tempos de permanência, valorizar a carreira médica, proteger os profissionais do desgaste e integrar a inovação tecnológica como apoio à decisão clínica e à segurança do doente. “A ambição é afirmar a Medicina de Urgência e Emergência como uma carreira de escolha, com reconhecimento científico, técnico e humano, e como parte da resposta aos desafios estruturais que hoje se colocam aos Serviços de Urgência e ao Serviço Nacional de Saúde.”

Para Nuno Catorze, esta nova responsabilidade deve ser entendida como uma missão coletiva. “A Medicina de Urgência e Emergência nasce para responder a uma necessidade concreta do país: formar médicos com competências específicas para a abordagem do doente urgente e emergente, reforçando a segurança, a organização e a qualidade da resposta.”

Como acrescenta: “Esta eleição representa uma enorme responsabilidade e é também o reconhecimento de um trabalho feito por muitas equipas, ao longo de muitos anos. A partir do Médio Tejo, continuaremos a contribuir para consolidar esta especialidade com rigor, humanidade e compromisso com o SNS.”

Maria João Garcia

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