26 Mai, 2025

Pneumologistas alertam para “falsa sensação de segurança” das novas formas de tabaco

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) alertou, hoje, para a “falsa sensação de segurança” das novas formas de tabaco e apelou ao combate à normalização do consumo destes produtos, que tem aumentado.

Pneumologistas alertam para “falsa sensação de segurança” das novas formas de tabaco

Na semana em que se assinala o Dia Mundial Sem Tabaco (31 de maio), a SPP diz que esta “falsa sensação de segurança” tem levado os jovens a optarem por novas formas de tabagismo, como o tabaco aquecido e os cigarros eletrónicos. Em comunicado, a SPP lembra que, em Portugal e no mundo ocidental, apesar de a incidência do tabagismo continuar “em plano descendente”, tem aumentado o consumo ao nível das novas formas de tabaco e nicotina.

Citados no comunicado, os pneumologistas Daniel Coutinho e Inês Sucena alertam ainda para a “nova roupagem” da “máquina de marketing altamente profissional da indústria tabaqueira”. “Utiliza falsas ideias de segurança e inocuidade, posicionando estes novos produtos de forma claramente dirigida às populações mais jovens (tabaco na forma de gadgets tecnológicos e coloridos), principalmente através das redes sociais”, afirmam.

Os especialistas reforçam esta ideia, sublinhando a existência de diferentes inquéritos epidemiológicos – inclusive um realizado entre estudantes universitários portugueses – que confirmam esta “falsa noção de segurança entre os jovens consumidores das novas formas de tabaco e nicotina”. “Apesar dos repetidos alertas da comunidade científica, nomeadamente da SPP, o consumo destes produtos continua a ser normalizado”, lamenta a organização, que fala na urgência de “levar esta discussão para o espaço público, para os meios de comunicação e, sobretudo, para as redes sociais, onde estão os jovens”.

Quanto aos decisores políticos, a SPP deixa o apelo: “Façam a vossa parte! A sociedade científica pouco mais pode fazer do que alertar e elucidar os decisores políticos da importância do papel que lhes é atribuído a cada legislatura”. “A nossa esperança é que esta inércia legislativa, que se verifica em Portugal nos últimos anos, seja revertida”, insistem.

LUSA

Notícia relacionada

Pneumologistas preocupados com doenças respiratórias devido aos cigarros eletrónicos

ler mais

Partilhe nas redes sociais:

ler mais