GAT apela à criação de uma agenda única de vacinação para pessoas com VIH
O Grupo de Ativistas em Tratamentos (GAT) alerta, em comunicado, para “a ausência de uma política coerente e eficaz” de vacinação para pessoas com VIH.

Hesitação por parte de profissionais de saúde, custos elevados e falta de pontos de vacinação acessíveis são as principais barreiras sentidas no terreno por pessoas com VIH. Para o GAT, está em risco o cumprimento da terceira meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), referente ao acesso à saúde de qualidade até 2030, através do cumprimento da Estratégia Global de Imunização 2030 e da Estratégia de Saúde Global para VIH, hepatites virais e IST 2022-2030.
Luís Mendão, diretor de Políticas de Saúde do GAT, adverte: “Precisamos de uma agenda única de vacinação para as pessoas com VIH e aumentar o número de vacinas gratuitas e das comparticipações do Estado”.
O GAT pede também às empresas farmacêuticas que tornem “os preços comportáveis para garantir o scale-up da vacinação, de modo a manter a sustentabilidade do SNS e do Programa Nacional de Vacinação (PNV)”.
Além da vacinação gratuita e acessível, o GAT recomenda a publicação de um calendário vacinal “atualizado, único e universal das vacinas recomendadas para as pessoas com VIH, dosagens e vacinas a serem aplicadas, com uma estratégia de isenção da prescrição médica e acesso tendencialmente gratuito no SNS”. “É inaceitável que um doente tenha que pagar mais de 1000€ para proteger a sua saúde”, alerta Luís Mendão.
Atualmente, o PNV recomenda as vacinas da hepatite B, gripe, pneumonia e covid-19 para pessoas com VIH, de forma gratuita, estando em falta os esquemas vacinais para o HPV, hepatite A, herpes zoster, mpox e meningite ABCWY, recomendadas pela European AIDS Clinical Society.
MJG
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