1 Fev, 2021

Áustria vai receber doentes portugueses nos cuidados intensivos

No entanto, Ministério da Saúde português ainda não confirma. Áustria já recebeu doentes de vários países.

Áustria vai receber doentes portugueses nos cuidados intensivos

O chanceler austríaco, Sebastian Kurz, anunciou que o seu país vai receber doentes portugueses em cuidados intensivos por covid-19, em sinal de “solidariedade europeia”, refere a agência EFE.

“A pandemia da covid-19 representa enormes desafios para todos os países europeus. É uma exigência de solidariedade europeia ajudar rapidamente e sem burocracia para salvar vidas”, escreveu o governante conservador na sua conta no Twitter.

A medida foi tomada depois que Kurz oferecer a ajuda da Áustria numa conversa telefónica com o primeiro-ministro português, António Costa.

Kurz não informou quantos pacientes a unidade de cuidados intensivos da Áustria vai receber e a agência de notícias Apa adianta que os dados serão divulgados pelas autoridades de saúde portuguesas.

Questionado pela agência Lusa sobre este apoio, o Ministério da Saúde não confirmou, afirmando apenas que “todas as hipóteses estão a ser consideradas no sentido de continuar a assegurar os cuidados de saúde aos portugueses”.

“Num quadro de apoio externo, os mecanismos de cooperação europeia são obviamente uma possibilidade, em função da evolução que se vier a verificar”, refere numa resposta escrita à Lusa.

O chefe de Governo austríaco recordou que o seu país já havia recebido doentes de Itália, França e Montenegro para ajudá-los durante os picos da pandemia.

A terceira vaga colocou Portugal no limite das suas capacidades hospitalares e este sábado foram registadas 293 mortes. Desde o início da pandemia, mais de 12.000 mortes foram contabilizadas em Portugal, 5.000 delas apenas em janeiro.

Áustria, por seu lado, encontra-se no seu terceiro confinamento parcial desde o dia 26 de dezembro, com o comércio não essencial encerrado e com restrições nas deslocações.

A medida permitiu reduzir os contágios para cerca de 1.500 diários. Num país de 8,9 milhões de habitantes a incidência acumulada de sete dias é de 107 casos positivos por 100.000 habitantes, o que permitiu libertar muitas camas hospitalares.

LUSA

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