23 Out, 2020

Doenças alérgicas. Técnicas de alergologia molecular são “mais valia”

Assista no dia 27 de outubro ao webinar, organizado pela Thermo Fisher Scientific e apresentado pelo imunoalergologista, sobre "o papel do diagnóstico alergológico molecular na prática clínica".

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Incidindo sobre a Medicina de Precisão, a Thermo Fisher Scientific organiza no próximo dia 27 de outubro de 2020, às 17h, um webinar com o tema “O Papel do Diagnóstico Alergológico Molecular na prática clínica”.

“As técnicas de alergologia molecular estão na vanguarda do diagnóstico alergológico atual e são uma mais valia para o diagnóstico e tratamento de doenças alérgicas“, afirma o Dr. Pedro Silva, em entrevista ao SaúdeOnline. A convite da Thermofisher, o médico imunoalergologista irá partilhar a sua experiência com a aplicação destas técnicas na prática clínica.

Os testes de IgE específica para alergénios moleculares permitem “uma identificação mais precisa da proteína que provoca uma reação de sensibilização no doente“, o que, explica o especialista, “tem uma série de implicações práticas, tanto no diagnóstico como na terapêutica”.

Ao possibilitar uma distinção “mais clara” entre situações alérgicas e não alérgicas e otimizar a “avaliação do risco de o doente ter uma anafilaxia ou outra reação grave”, este género de quantificações de IgE específica “aumenta a capacidade diagnóstica e permite tomar melhores decisões na prática clínica”, elucida o Dr. Pedro Silva.

Decisões essas que podem ir desde a escolha dos extratos a utilizar na imunoterapia, até à determinação do tipo de tratamento e da necessidade de uma caneta de adrenalina, bem como à recomendação da melhor forma de cozinhar os alimentos, uma vez que alguns alergénios são termolábeis, exemplifica.

“Até há pouco tempo, um doente que tivesse um teste por picada a identificar alergia a gramíneas e oliveiras era tratado com imunoterapia com os dois extratos. Estas técnicas vêm auxiliar-nos permitindo perceber a que proteínas específicas é que o doente é alérgico e a gravidade dessa alergia para uma escolha dos extratos baseada naquilo que trará mais benefício ao doente”, refere.

Através da apresentação interativa – com recurso a modelo de pergunta-resposta, televoto – de casos clínicos reais e comuns na prática clínica de alergias respiratórias (pólens, ácaros) e alergias alimentares, o especialista irá sublinhar a utilidade deste meio complementar de diagnóstico para uma “prática de alergologia moderna”.

O imunoalergologista irá ainda reconhecer também alguns dos desafios na área, como o custo destes testes, ainda não comparticipados por todos os seguros, e questões técnicas “porque existem certas proteínas alergénicas que ainda não foram ou identificadas ou comercializadas, pelo que um clínico depois também não as pode prescrever”.

Por considerar que o conhecimento sobre estes testes e a melhor forma de os usar e potenciar na prática clínica ainda não é geral, o Dr. Pedro Silva irá focar a sua apresentação a profissionais que “talvez ainda não estejam tão familiarizados com todo o potencial da técnica”, como sejam pediatras, gastrenterologistas e profissionais de laboratório. Ainda assim, o evento também se destina a imunoalergologistas, a médicos de Medicina Geral e Familiar e demais interessados.

A gravação da sessão ficará acessível a quem tenha feito inscrição previamente.

SS/SO

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