11 Nov, 2022

Utentes a aguardar vaga em Cuidados Continuados quase duplicaram em três anos

O número médio de utentes que aguarda vaga para entrar na rede de cuidados continuados subiu para cerca de 60% do total em 2022.

O número médio de utentes a aguardar vaga para entrar na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) aumentou 88% em Portugal entre 2019 e 2022, revela um relatório da Convenção Nacional da Saúde hoje divulgado.

No mesmo período, a região do Algarve foi a que apresentou um maior aumento relativo de utentes a aguardar vaga para entrar na RNCCI (+207%), contrastando com a região do Alentejo (-8%), adianta o Relatório de Avaliação de Desempenho e Impacto do Sistema de Saúde (RADIS), apresentado hoje na reunião Convenção Nacional da Saúde, que está a decorrer na Ordem dos Médicos, em Lisboa.

Segundo os dados, o número médio de utentes que aguarda vaga para entrar na RNCCI subiu de cerca de 35% em 2019, para cerca de 60% em 2022.

O documento revela ainda que 8,7% dos internamentos em Portugal têm critérios sociais e não clínicos devido à falta de resposta de RNCCI ou por incapacidade familiar.

Analisando o envelhecimento da população, o documento refere que “em todo o país existem mais idosos do que jovens abaixo dos 15 anos”.

Em 2021, o índice de envelhecimento (considerando a população total portuguesa) era de 183 idosos por cada 100 jovens, indica o documento, realçando que a região mais envelhecida do país é o Alto Tâmega, onde existem 384 idosos por cada 100 jovens.

Por oposição, a região menos envelhecida é a Região Autónoma dos Açores, com um índice de 114.

Os dados indicam que existem oito unidades territoriais com um índice de envelhecimento superior a 250: AltoTâmega, Terras de Trás-os-Montes, Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa, Alto Alentejo, Douro, Médio Tejo e Alto Minho.

No entanto, há 15 regiões em Portugal cujo número de pessoas acima de 65 anos é superior ao dobro do número de jovens até 14 anos.

SO/LUSA

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