18 Out, 2019

Urgência pediátrica do Garcia de Orta fecha (outra vez) este fim de semana

Centros de saúde da zona terão horário reforçado. Administração do Garcia de Orta está a tentar trazer médicos do norte do país.

A urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta, em Almada, vai fechar durante este fim de semana, adianta a administração do hospital em comunicado. O serviço encerrará às 20h30 de hoje, 18 de outubro, e reabre às 8h30 de segunda-feira.

A instituição afirmou ainda que “para minimizar os constrangimentos” deste encerramento, o atendimento nos centros de saúde de Almada e Seixal vai ser reforçado com especialistas em medicina geral e familiar “para atender todos os utentes que necessite de observação no âmbito pediátrico, em situações aguda, mas não emergentes.”

Haverá, assim, um reforço do atendimento complementar nos Centros de Saúde Rainha D. Leonor (em Almada) e Amora (Seixal), que vão estar abertos entre as 10h e as 17 horas este fim de semana.

O Hospital Garcia de Orta encerra, assim, pela terceira vez esta semana a urgência pediátrica por falta de médicos pediatras suficientes para garantir as escalas da noite e do fim-de-semana.

“Estamos diariamente a ser confrontados com dias de urgência com equipas incompletas, pressionados para fazer mais horas extraordinárias ou na esperança que exista disponibilidade de pediatras de outras instituições, o que tem sido muito pontual”, contam os médicos do Garcia de Orta à Lusa.

O hospital está em articulação com a União das Misericórdias (UM) para tentar trazer médicos para a zona de Lisboa. “Passará por estabelecer uma parceria protocolada com a UM, que trará médicos do norte do país – que é onde há mais pediatras – e que trabalharão ao fim de semana. É um esforço que se prevê que não pode ultrapassar mais de um ano, ano e meio, até repormos os nossos efetivos,”, disse Luís Amaro, presidente do conselho de administração do hospital.

O hospital viu saírem dos quadros 13 assistentes hospitalares que trabalhavam na urgência nos últimos dois anos. Para agravar ainda mais a situação de carência de médicos, as últimas quatro vagas atribuídas em concurso pelo Ministério da Saúde não foram ocupadas.

SO/LUSA

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