Tratar a diabetes e prevenir complicações: o papel dos indicadores
Médico de Família, USF Beira Ria, ULS Região de Aveiro; Professor auxiliar convidado, Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade da Beira Interior

Tratar a diabetes e prevenir complicações: o papel dos indicadores

Os Cuidados de Saúde Primários (CSP) assumem um papel central na gestão e tratamento da diabetes mellitus e a sua organização eficaz é determinante para melhorar os resultados clínicos e prevenir complicações agudas e crónicas.

As Unidades de Saúde Familiar são monitorizadas através de indicadores de qualidade, que avaliam e refletem o desempenho em áreas como acesso, gestão da saúde e da doença, qualidade da prescrição e integração de cuidados.

Alguns deles dizem respeito ao controlo clínico destes doentes, como por exemplo o controlo da pressão arterial, de LDL ou de HbA1c, mas nem sempre as metas de contratualização para o desempenho ideal estão alinhadas com a evidência científica internacional.

Um dos indicadores de grande relevo e impacto no desempenho das unidades é a taxa de internamentos evitáveis, onde se incluem eventos cardiovasculares e complicações da diabetes (por ex. coma hiperosmolar, cetoacidose, agudização de nefropatia, retinopatia, úlceras cutâneas, enfarte e descompensação de insuficiência cardíaca).

A evidência demonstra que redes sólidas de CSP e a continuidade assistencial estão associadas a menor mortalidade e menor recurso a hospitalizações e cuidados não programados. Assim, a abordagem estruturada da diabetes, insuficiência cardíaca e insuficiência renal crónica assenta na identificação sistemática dos utentes, convocatória ativa e realização de consultas estruturadas. Estas incluem avaliação clínica, análise de meios complementares de diagnóstico, vigilância de internamentos prévios, revisão terapêutica e atualização do estado vacinal.

 

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