9 Fev, 2026

SPEO e AstraZeneca firmam parceria para aprofundar conhecimento sobre obesidade em Portugal

A Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO) e a AstraZeneca Portugal assinaram um memorando de entendimento para o desenvolvimento do estudo ULISSES, que vai analisar a prevalência da obesidade, os perfis clínicos e os percursos das pessoas com a doença no sistema de saúde.

SPEO e AstraZeneca firmam parceria para aprofundar conhecimento sobre obesidade em Portugal

A Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO) e a AstraZeneca Portugal estabeleceram uma parceria para o desenvolvimento do ULISSES, um estudo integrado no programa nacional de investigação LINK, focado nas doenças crónicas. O acordo foi formalizado através da assinatura de um memorando de entendimento.

O ULISSES tem início previsto para 2026 e pretende aprofundar o conhecimento sobre a obesidade em Portugal, avaliando a prevalência da doença, a diversidade de perfis clínicos, os padrões de multimorbilidade associados, os determinantes sociais e comportamentais, a qualidade de vida, os fatores de risco, bem como o tratamento, os níveis de controlo e a utilização de cuidados de saúde ao longo do tempo.

O estudo segue o desenho metodológico do programa LINK, assente numa coorte prospetiva multicêntrica com recrutamento nos cuidados de saúde primários. A abordagem prevê a combinação de dados provenientes de diferentes fontes, permitindo uma análise mais integrada da realidade clínica e assistencial das pessoas com obesidade.

“A obesidade é uma doença crónica complexa, frequentemente associada a outras condições de saúde. Com o ULISSES, procuramos compreender melhor esta complexidade, apoiando a produção de conhecimento científico relevante para fundamentar estratégias mais eficazes e sustentáveis para a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento personalizado, com impacto tanto para a prática clínica como para a organização dos cuidados de saúde”, afirma José Silva Nunes, presidente da SPEO.

Para a AstraZeneca Portugal, a colaboração reforça a importância de modelos de investigação colaborativa orientados para a evidência nacional e para a geração de dados que apoiem melhores decisões em saúde.

“O LINK tem vindo a consolidar um ecossistema de partilha e integração de dados em doenças crónicas. A participação da AstraZeneca neste projeto reflete o nosso compromisso com iniciativas que promovem conhecimento científico e melhoram a compreensão das necessidades das pessoas na gestão das doenças crónicas e, em particular, numa área tão relevante na saúde dos portugueses, como o excesso de peso e a obesidade”, refere Hugo Martinho, diretor médico da AstraZeneca.

SO/COMUNICADO

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