14 Set, 2021

SNS24. Em julho, uma em cada cinco chamadas não foram atendidas

Em comparação com os restantes meses do ano, só em janeiro se registou uma taxa de atendimento mais baixa e um tempo médio de espera mais longo.

Em julho, mês que coincidiu com o período da quarta vaga da pandemia covid-19, uma em cada cinco chamadas para a linha Saúde 24 ficaram por atender. De acordo com os dados disponíveis no Portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS), nesse mês a taxa de atendimento caiu para os 80,95%, avança o Público.

Fazendo uma comparação com os restantes meses do ano, só janeiro registou uma pior taxa de atendimento, com 76,4% das chamadas para a linha gerida pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) a serem atendidas. No entanto, relativamente aos valores absolutos, enquanto no primeiro mês do ano foram atendidas mais de um milhão de chamadas, em julho foram 736 mil.

No que diz respeito ao tempo médio de espera, este também aumentou durante este período, uma vez que rondou os 322 segundos, os quais equivalem a cinco minutos. Este só foi ultrapassado em novembro do ano passado, com seis minutos, e também em janeiro deste ano, com um tempo médio de espera registado perto dos oito.

No entanto, em abril, foi registada uma taxa de atendimento de 98,1% e um tempo médio de espera de apenas 42 segundos. Nos meses seguintes, a percentagem de chamadas atendidas em relação ao total de chamadas recebidas manteve-se acima dos 95% e o respetivo tempo médio de espera rondou apenas os 27 segundos em maio.

Os SPMS explicam que os principais motivos de contacto para a linha Saúde 24 assentam com os vários serviços que o centro oferece. “No domínio clínico, destacam-se as chamadas para o serviço de triagem, informações e esclarecimento de dúvidas sobre vários temas de saúde e a linha de aconselhamento psicológico”. Existem ainda muitos pedidos de informação e esclarecimento de dúvidas relacionadas com o processo de vacinação contra a covid-19 e sobre os certificados digitais.

“Face ao investimento, desenvolvimento e capacitação que tem vindo a adquirir desde o início da pandemia, a linha SNS24 ganhou uma maior flexibilidade, sendo hoje possível gerir de forma mais eficiente o número de recursos necessários para assegurar a procura dos vários serviços”, referem os SPMS. “Atualmente, o SNS24 tem mais de 5500 profissionais que asseguram o atendimento de todos os serviços da linha”.

SO

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