16 Nov, 2020

São João dá formação a profissionais sobre “capacetes respiratórios”

Dispositivo facilita a oxigenação e as trocas gasosas do organismo e foi muito utilizado em Itália durante a primeira vaga.

Os profissionais do Serviço de Urgência (SU) do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), no Porto, estão a receber formação sobre um aparelho denominado de ‘Helmet’ (“capacetes respiratórios”), utilizados na ventilação de doentes com covid-19.

“Enquadra-se numa capacidade alargada de resposta do hospital, que inclui este e outros dispositivos, e que, na lógica que sempre nos caracterizou de planeamento e antecipação das necessidades – desde a primeira vaga que assim vimos procedendo -, nesse contexto de antecipação, seria displicente não proceder à capacitação de todos os profissionais que podem vir a utilizar este equipamento, e é o que estamos a fazer neste momento”, disse à agência Lusa o coordenador da equipa covid do SU do Hospital de São João.

 

Dr. Nelson Pereira, coordenador da equipa covid do Serviço de Urgência do Hospital de São João

 

Para Nélson Pereira, “trata-se de um dispositivo que tem muito interesse neste tipo de doentes”, razão pela qual “se impõe dar formação a estes profissionais” do CHUSJ, pois era um dispositivo que o centro hospitalar não dispunha e que recebeu há “relativamente pouco tempo”.

“O ‘Helmet’ é um dispositivo de origem italiana que já tem alguns anos de utilização, mas que veio comprovar, de forma ainda mais sensível, o seu interesse na primeira vaga da pandemia covid, em Itália, onde, de facto, foi muito utilizado, e onde se verificou a sua grande utilidade nesse contexto”, sublinha o clínico.

Este dispositivo facilita a oxigenação e as trocas gasosas do organismo.

“Trata-se de um dispositivo que permite administrar oxigénio em altas concentrações, ao mesmo tempo que fornece uma pressão positiva durante a inspiração e a expiração que é muito importante neste tipo de pneumonia, em que os alvéolos pulmonares estão, por assim dizer, mais rígidos, e que precisam desta pressão para se expandirem e facilitarem a oxigenação e as trocas gasosas do oxigénio pelo dióxido de carbono que normalmente acontece nos pulmões”, explica Nélson Pereira.

SO/

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